Publicado 04 de Setembro de 2015 - 13h36

Por France Press

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Antonio Guterres, pediu nesta sexta-feira (4) a distribuição de pelo menos 200.000 demandantes de asilo na União Europeia, e considerou que todos os países membros devem ter a obrigação de participar no programa.

"As pessoas que têm uma demanda de proteção válida devem beneficiar-se de um programa de reinstalação em massa, com a participação obrigatória de todos os Estados membros da UE. Uma estimativa muito preliminar aponta a necessidade de aumentar a 200.000 vagas as oportunidades de reinstalação", afirma Guterres em um comunicado.

"A Europa está enfrentando a maior chegada de refugiados em várias décadas", completa o Alto Comissário no texto.

"A situação exige um esforço comum maciço que é impossível com o enfoque atual fragmentado existente na UE".

Desde o início do ano, mais de 300.000 pessoas atravessaram o Mediterrâneo e mais de 2.600 morreram ao tentar chegar à Europa pelo mar, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Guterres explica que "esta é sobretudo uma crise de refugiados, e não apenas um fenômeno migratório", já que a grande maioria das pessoas que chegam às costas da Grécia procedem de países em conflito, como Síria, Iraque e Afeganistão.

Por este motivo, o Alto Comissário acredita que a única forma de resolver o problema é com a aplicação de uma "estratégia comum baseada na responsabilidade, solidariedade e confiança".

"Concretamente, significa adotar medidas urgentes e corajosas para estabilizar a situação e depois encontrar a forma de distribuir de verdade as responsabilidades a médio e longo prazo".

"A UE deve estar pronta, com o consentimento e o apoio dos governos envolvidos, principalmente Grécia e Hungria, mas também a Itália, para colocar em prática as capacidades de acolhida e registro de emergência de pessoas", completou.

Guterres recordou que os imigrantes que não têm motivos para permanecer na Europa deveriam ser devolvidos aos países de origem.

Diante da crise, França e Alemanha apresentaram na quinta-feira uma iniciativa conjunta para "organizar a recepção dos refugiados e uma distribuição equitativa na Europa" das famílias.

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