Publicado 11 de Setembro de 2015 - 10h16

Por AAN

Pavan (ao microfone) criou uma Comissão de Programação Orçamentária e Financeira e decretou a suspensão de pagamentos e contratação de fornecedores

Divulgação

Pavan (ao microfone) criou uma Comissão de Programação Orçamentária e Financeira e decretou a suspensão de pagamentos e contratação de fornecedores

Após seis meses no cargo como prefeito de Paulínia, José Pavan Júnior (PSB) anunciou na manhã de quinta-feira que foram pagos até o momento R$ 147 milhões do total de R$ 196 milhões em dívidas encontradas ao assumir o Palácio Cidade Feliz. Pavan foi reconduzido ao cargo após a Justiça cassar o mandato do ex-prefeito Edson Moura Júnior (PMDB).

Assim que assumiu, Pavan criou uma Comissão de Programação Orçamentária e Financeira e decretou a suspensão de pagamentos e contratação de fornecedores. Até mesmo o Carnaval deixou de ser realizado por falta de verba. Em coletiva no anfiteatro, que reuniu assessores e secretários, Pavan garantiu que o trabalho de aperto financeiro proporcionado nos primeiros meses conseguiu regularizar as contas vinculadas da Educação, Saúde e Assistência Social, num valor total de R$ 106 milhões.

O trabalho de saneamento inclui o parcelamento de R$ 4,33 milhões das contas atrasadas de água, luz e gás da Prefeitura, de 2014, que estariam comprometendo o funcionamento de escolas e postos de saúde do município.A Secretaria de Finanças de Paulínia informou que dos restos a pagar encontrados logo no retorno de Pavan Junior, no dia 6 de fevereiro, já foram pagos e renegociados R$ 60 milhões de uma dívida total R$ 100 milhões.

O secretário Luciano Lima disse que a queda na arrecadação, de janeiro a agosto deste ano, foi de R$ 60 milhões, mas que devido a um plano de trabalho realizado foi possível colocar  as finanças em dia.

O prefeito garantiu que serviços essenciais estão sendo prestados à população. “Desde o início de nossa gestão foram realizados 11 mil exames médicos que estavam em fila de espera e retomado o fornecimento de remédios vitais, além da contratação de médicos e outros profissionais e técnicos demandados pela população”, explicou Pavan Júnior.

Dentre os números apresentados por secretaria, o administrador informou que ao assumir a Prefeitura encontrou mais de cem contratos vencidos, medicamentos em falta no estoque, fornecedores há oito meses sem receber, R$ 12 milhões desviados de programas do governo federal e mais de R$ 40 milhões em restos de dívidas a pagar. Faltavam funcionários, um terço dos leitos do Hospital Municipal estava inoperante e havia mais de 14 mil exames de 40 tipos diferentes em lista de espera.Das 30 certidões que a Prefeitura tinha problemas para conseguir os certificados, o prefeito disse que só falta hoje a do Ministério da Educação. Foram recuperadas as certidões negativas de débito do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), com a Receita Federal e a Certidão de Regularidade Previdenciária (CRP).

 

Escrito por:

AAN