Publicado 09 de Setembro de 2015 - 20h17

Por Alenita Ramirez/AAN

A chuva da tarde de terça-feira (8), derrubou árvores pela cidade, como esta localizada na Rua Francisco Teodoro, na Vila Industrial

Leandro Ferreira/ AAN

A chuva da tarde de terça-feira (8), derrubou árvores pela cidade, como esta localizada na Rua Francisco Teodoro, na Vila Industrial

Campinas e região amanheceram na quarta-feira (9) com um cenário de devastação, provocado pela forte tempestade com ventos que chegaram a 98,3km/h na terça-feira (8). As ocorrências mais comuns nas cidades foram queda de árvores, muros, e postes, além de falta de energia e alagamentos. Não houve vítimas, mas só em Campinas houve mil toneladas de entulho.

Na região, a situação mais grave ocorreu em Paulínia, onde a ventania arrancou cerca de 20 toneladas de ferragens da cobertura de zinco de um barracão desativado e tombou um caminhão-tanque de combustível vazio.

Segundo a CPFL Paulista, até as 10h30 de quarta (9), 70,6 mil consumidores estavam sem energia elétrica em quatro cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) atendidas pela empresa. Por causa do alto índice pluviométrico, a Defesa Civil decretou estado de atenção para nove cidade da região, sendo quatro delas da RMC: Campinas, Sumaré, Monte Mor e Pedreira. Esta classificação, segundo o órgão, ocorre por conta do risco de deslizamento de terra.

Em Campinas, a Prefeitura criou uma força-tarefa e mobilizou 150 trabalhadores da Secretaria de Serviços Públicos e das quatro subprefeituras para a retirada de árvores e galhos e limpeza das vias e das calçadas. Estima-se que são ao menos 100 toneladas de material para serem recolhidos nas vias. O trabalho deve durar de três a quatro dias.

Segundo a Defesa Civil, em um período de 24h, até as 19h de terça (8), foram registrados 85 milímetros de chuvas, volume superior aos 64,4 milímetros esperados para todo o mês de setembro. Segundo o coordenador regional da Defesa Civil, Sidnei Furtado, a cidade não tinha tempestade desta magnitude há pelo menos dois anos.

Em contrapartida, o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) registrou, em um período de 72 horas, 79,7 mm de chuva. “A nebulosidade está variável, com possibilidade de chuva esporádica até quinta-feira (10), e na sexta há possibilidade de chuva mais intensa e temporal, com ventos mais fortes”, disse a meteorologista Ana Ávila.

A precipitação mais importante de anteontem ocorreu por volta das 16h30, com cerca de 20 minutos de duração. A região de Campinas que mais sofreu com o temporal foi a Leste, que engloba o Centro, Cambuí, Taquaral, Sousas e Jardim Conceição, entre outros bairros. Até as 10h desta quarta-feira (9), a Prefeitura havia recebido 128 solicitações para remoção de árvores — inclui árvores inteiras e galhos.

Também foram registrados dez pontos de alagamento, 72 quedas de árvores e duas quedas de muro, na Vila Industrial e no Botafogo. Não houve vítimas, nem ocorrências de residências interditadas ou pessoas desabrigadas. “Apesar do forte temporal, não houve transbordamento de córregos e nem destelhamento de casas por Campinas, apenas alagamentos provocados por retorno de esgoto e de bueiros”, frisou Furtado.

Em Campinas, ao menos 15 mil acordaram na quarta-feira ainda sem energia elétrica, segundo a CPFL. Sumaré foi a cidade mais afetada em termos de queda de energia, com 30 mil consumidores, seguida de Americana, com 23 mil pontos.

Além de todo aparato da Secretaria de Serviços Públicos de Campinas, foram mobilizadas cinco equipes da Defesa Civil, uma para cada região da cidade.

O trabalho consiste na vistoria de áreas atingidas por alagamentos e outras ocorrências e no acompanhamento meteorológico. Também estão envolvidas equipes das Secretarias de Urbanismo e de Cidadania, Assistência e Inclusão Social.

Trânsito

Durante a tempestade, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) registrou problemas em 37 semáforos, por causa da falta de energia elétrica. Todos foram restabelecidos na manhã desta quarta, com exceção de alguns pontos que foram solucionados ao longo do dia por conta da falta de luz. Nestes locais foram mantidos os agentes da Mobilidade Urbana para orientar o fluxo.

Segundo a Emdec, os trabalhos para corrigir problemas provocados pela chuva foram envolvidos 64 profissionais da empresa, sendo 50 agentes de mobilidade urbana, cinco equipes semafóricas e nove operadores na Central de Controle Operacional (CCO).

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Alenita Ramirez/AAN