Publicado 09 de Setembro de 2015 - 9h42

Moradores de diversos bairros de Campinas acordaram cedo para limpar a sujeira e consertar os estragos causados pelo temporal

Alenita Ramirez

Moradores de diversos bairros de Campinas acordaram cedo para limpar a sujeira e consertar os estragos causados pelo temporal

A forte tempestade que atingiu a Região Metropolitana de Campinas (RMC) na tarde de terça-feira continua trazendo transtornos para a população nesta quarta.

O barracão da Ambev teve o muro derrubado pela ventania e um destelhamento parcial. Uma funcionária ficou ferida e foi socorrida pelo resgate do Corpo de Bombeiros, sem risco de vida. Em nota, a companhia informou que prestou todo apoio a funcionária, que sofreu escoriações leves. “A empresa está trabalhando para que as operações sejam normalizadas o mais rápido possível e afirma que o abastecimento dos pontos de venda não será afetado por conta do ocorrido”, frisou nota.

Até a as 10h30 desta quarta, 70,6 mil consumidores estavam sem energia elétrica em quatro cidades da RMC. Em Paulínia, uma funcionária da Ambev cidade mais afetada da região, o dia foi de contabilizar os prejuízos. A forte ventania, que atingiu a velocidade de 98km/h, derrubou postes, destruiu um restaurante e destelhou um barracão desativado da AmBev, no bairro Cascata.

Estragos provocados pela chuva em Paulínia 

Na avenida Sidnei Cardon, no bairro Cascata, um restaurante foi destruído pela ventania. No momento havia cinco clientes e três funcionários no local. Por sorte, ninguém ficou ferido. As pessoas se esconderam no banheiro e em outro cômodo do local. 

Moradores de diversos bairros de Campinas acordaram cedo para limpar a sujeira e consertar os estragos causados pelo temporal

 

Próximo ao condomínio Terras do Cancioneiro, seis postes caíram em cadeia deixando a região sem fornecimento de energia desde ontem. Também há relatos de falta de água. Na região central, um carreta-tanque de combustível vazia foi tombada durante o ápice da tempestade. 

CAMPINAS

Cerca de 150 homens da Secretaria de Serviços Públicos, além de toda a estrutura das 14 Administrações Regionais e das 4 Subprefeituras, estão mobilizados para a limpeza e organização da cidade após o temporal. a forte tempestade deixou nas ruas 100 toneladas de lixo e entulho. O material será recolhido com 22 caminhões e o trabalho deve durar entre três e quatro dias.

Terça-feira choveu em Campinas 77 milímetros, volume superior aos 65 milímetros esperados para todo o mês de setembro, segundo a Defesa Civil de Campinas. A região que mais sofreu com o temporal foi a Leste, que engloba o Centro, Cambuí, Taquaral, Sousas e Jardim Conceição entre outros bairros.

Nesta quarta, 15 mil consumidores acordaram sem energia elétrica, segundo a CPFL. Moradores da Vila Joaquim Inácio e do bairro São Quirino entraram em contato logo cedo com o Correio Popular e relataram problemas de falta de energia. As chuvas provocaram quedas de árvores, interrupção no abastecimento de energia elétrica, além de formar pontos de alagamento e congestionamentos em ruas, avenidas e rodovias que cortam Campinas.

Pela cidade, moradores de diversos bairros acordaram cedo para limpar a sujeira e consertar os estragos causados pelo temporal. Para a retirada de árvores e galhos, toda a estrutura das administrações regionais foram colocadas nas ruas. Todas as equipes operacionais da CPFL estão trabalhando para restabelecer a energia em diversos bairros de Campinas nesta manhã.

Segundo a Defesa Civil, foram registradas 72 quedas de árvores, 10 pontos de alagamento e 10 muros derrubados após o temporal. A Prefetira colocu 150 homens nas ruas para os trabalhos de rescaldo e limpeza das vias. Os ventos chegaram a 98,3km/h, segundo o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Região

Em Santa Bárbara d'Oeste, diversos pontos de alagamentos, 7 postes e 21 árvores caídos, segundo a Defesa Civil da cidade. 

Já em Americana, mais de 100 mil pessoas ficaram sem energia elétrica após o temporal. A forte chuva danificou estruturas de escolas da Rede Municipal de Ensino de Americana e levou algumas delas a cancelar as aulas.

Em Valinhos, de acordo com a Defesa Civil, houve o registro de queda de 8 árvores, a maioria em vias públicas, nos bairros Fonte Mécia, Vila Santana, Joapiranga, Jardim Pinheiros, e também nas avenida Paulista e Dom Nery, Rodovia dos Andradas, além de um exemplar no condomínio Reserva Colonial sobre uma residência, mas sem vítimas. Além disso, houve a queda de um alambrado na Praça da Juventude, no Jardim Paraíso.

Em Paulínia, diversos bairros foram castigados com o forte temporal que atingiu a região

Previsão

A tempestade que caiu sobre a região de Campinas na tarde desta terça fez parte de uma frente fria vinda de Piracicaba que deverá reforçar as chuvas. Durante a madrugada e nesta quarta-feira, as chuvas fortes devem continuar. As temperaturas vão oscilar entre máxima de 24ºC e mínima de 16ºC, segundo o Cepagri.

A previsão é de que a semana toda seja chuvosa, com temporais isolados em qualquer momento. Mesmo assim, na quinta-feira as chuvas devem diminuir e o sol deve voltar a aparecer entre nuvens. Na sexta-feira, o dia deve ser chuvoso novamente. O clima deve ficar estável e sem chuvas durante o fim de semana e na próxima terça-feira devem se formar novas frentes frias.

A umidade relativa do ar deverá seguir elevada. Nesta terça-feira, no fim da tarde, chegou aos 90%. Também podem ocorrer rajadas de vento como as que ocorreram na madrugada de ontem.

As informações são de Alenita Ramirez/AAN