Publicado 08 de Setembro de 2015 - 22h03

Por Alenita Ramirez

A Imunocamp iniciou a distribuição de senhas para a vacinação, mas teve de interromper o procedimento em poucas horas por ter atingido o limite do lote disponível

Divulgação

A Imunocamp iniciou a distribuição de senhas para a vacinação, mas teve de interromper o procedimento em poucas horas por ter atingido o limite do lote disponível

Começou nesta terça-feira (8) em todo o Estado de São Paulo a campanha de intensificação para a segunda dose da vacina contra o papilomavírus humano (HPV), vírus que pode causar câncer de colo do útero. As doses estão disponíveis nos postos de saúde. Para a Região Metropolitana de Campinas (RMC) a Secretaria de Estado da Saúde disponibilizou 56.052 doses. A primeira dose imunizou 558 mil meninas, com idades entre 9 e 11 anos.

A cobertura da vacinação contra o HPV na primeira fase, segundo o Estado, atingiu 58% do público-alvo e foi uma das maiores do Brasil. A meta continua sendo imunizar 726,1 mil, que respondem por 80% das meninas nessa faixa etária no Estado.

A vacina é aplicada nos postos de saúde, no horário de funcionamento das 8h às 17h, e as crianças que ainda não tomaram a primeira dose podem ser vacinadas.

A imunização também é feita nos Serviços de Atenção Especializada em HIV/Aids (SAE) que possuem sala de vacinação e nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs), mediante apresentação de algum documento, a exemplo do exame confirmatório ou encaminhamento médico.

Para as meninas entre 9 e 11 anos e para o público feminino indígena com idades entre 9 e 13 anos, o esquema vacinal compreende de duas doses aplicadas num intervalo de seis meses (segunda) e de 60 meses (terceira) com relação à primeira tomada.

Já as garotas e mulheres portadoras do vírus HIV, com idade entre 9 e 26 anos, devem tomar duas doses num intervalo de dois meses e de seis meses em relação à primeira aplicação.

O papilomavírus humano é um vírus capaz de causar lesões de pele e mucosas e, quando não tratado corretamente pode evoluir para casos de câncer de útero. Ele pode ser transmitido com uma única exposição, por meio de contato direto com a pele ou mucosa infectada. Sua principal forma de transmissão pode ocorrer via relação sexual, mas também há contagio entre mãe e bebê durante a gravidez ou o parto, é a chamada transmissão vertical.

Paralisia infantil

Já a campanha contra a paralisia infantil termina nesta . Em Campinas, até final da semana passada tinham sido imunizadas 42.749 crianças entre 6 meses e 5 anos incompletos. A expectativa era vacinar pelo menos 57 mil. A Secretaria de Saúde calcula que no município são 60.654 crianças na faixa etária determinada. Segundo a secretaria, as crianças nessa faixa etária devem ser imunizadas mesmo que já tenham completado o esquema vacinal contra a pólio. Nesse caso, a dose servirá como reforço na proteção. A vacina está disponível em todos os postos de saúde.

Segundo os dados do Ministério da Saúde, dez países registraram casos de poliomielite em 2013 e 2014. Apesar do Brasil estar livre da doença há 25 anos, o esquema de vacinação é a única forma de prevenção da paralisia infantil. O Brasil participa do documento criado para Erradicação da Pólio 2013-2018, que define medidas de longo prazo para a eliminação da doença até 2018, afim de evitar a reintrodução da paralisia infantil.

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Alenita Ramirez