Publicado 07 de Setembro de 2015 - 12h12

Por Lauro Sampaio

 Muitos alegaram desconhecer que as lojas da região estavam abertas, e, outros aproveitaram para entrar, pesquisar preços e comprar.

Dominique Torquato/ AAN

Muitos alegaram desconhecer que as lojas da região estavam abertas, e, outros aproveitaram para entrar, pesquisar preços e comprar.

A realização do desfile de 7 de Setembro no Túnel Joá Penteado por causa das obras na Avenida Francisco Glicério liberou os comerciantes do Centro de Campinas para, pela primeira vez, abrirem suas portas no feriado. A Avenida 13 de Maio ficou lotada. Pelo menos 80% das lojas estão abertas nesta segunda-feira, até às 17h. Os comerciantes também tentam driblar a crise. Um dia a mais de faturamento no mês já é motivo de comemoração.

Por volta das 10h30, já era grande a movimentação de consumidores e de pessoas no calçadão que saíram do desfile de 7 de Setembro. Muitos alegaram desconhecer que as lojas da região estavam abertas, e, outros aproveitaram para entrar, pesquisar preços e comprar.

A professora Rosa Bonati, de 45 anos, disse ter achado positivo a iniciativa porque nos demais dias da semana ela trabalha e não tem como ir até o local comprar. "Está muito calmo aqui, dá para entrar, olhar os preços, pechinchar e escolher algumas coisas".

A abertura do comércio no feriado da pátria pegou de surpresa também a atendente Tatiane Costa, de 32 anos, que é de Minas Gerais e foi até a rodoviária comprar uma passagem. Ela conta que viu a movimentação no local e resolveu comprar alguns presentes para os parentes.

A doméstica Esther de Castro, de 57 anos, passeava tranquilamente pelo calçadão com o neto Kauê, de 5 anos. Ela diz ter aproveitado a abertura especial para trocar brinquedos que comprou para o menino. "Foi muito rápido, tinha pouca gente e fiz a troca tranquilamente", disse ela.

O vendedor Osmar Baldin, de 70 anos, que trabalha numa loja de calçados da 13 de maio, afirmou que o movimento pela manhã foi tranquilo e que é esperado um aumento no período da tarde.

"Não existe mais feriado. Hoje, por causa da crise econômica, as empresas e lojas estão trabalhando para poderem faturar". Sua colega de trabalho, Carmem Débora Barbosa, de 40 anos, disse que esta foi a primeira vez que trabalhou no feriado da pátria. "Preciso trabalhar, o patrão pediu e eu vim".

O casal Demisia Ferreira, de 20 anos, e Albert Cristiano Ferreira, de 38, de Monte Mor, passeava com os dois filhos no calçadão e aproveitou também para fazer algumas compras. "O desfile estava fraco, percebemos o movimento aqui e descemos com as crianças", finalizou Albert.

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Lauro Sampaio