Publicado 06 de Setembro de 2015 - 10h45

Por Inaê Miranda

Desejos e interesses dos participantes são o ponto de partida dos espaços temáticos, encontros oferecidos pela Fundação Síndrome de Down, que estão com inscrições abertas: comunicação por meio das artes

Divulgação

Desejos e interesses dos participantes são o ponto de partida dos espaços temáticos, encontros oferecidos pela Fundação Síndrome de Down, que estão com inscrições abertas: comunicação por meio das artes

Com o objetivo de promover o desenvolvimento da pessoa com deficiência intelectual, a Fundação Síndrome de Down oferece em espaços temáticos atividades nas áreas de artes, português instrumental e do universo digital. As “oficinas” são voltadas a jovens maiores de 16 anos, como um serviço de apoio à vida adulta.

Mais do que levar conteúdos, o projeto garante aos participantes espaços de convivência, de interação e de troca de experiências. Os espaços temáticos atendem atualmente cerca de 30 pessoas e estão com inscrições abertas.

O pedagogo Daniel Nascimento, coordenador de processos e professor da oficina de espaço digital, explica que a instituição costumava falar em cursos, o que gerava expectativa na família em relação a resultados e certificações.

Há dois anos, o programa foi requalificado a partir da perspectiva da educação não formal, passando a ser chamado de Espaços Temáticos. Ateliê de artes, português instrumental e espaço digital, além do Cine Clube, são oferecidos pela Fundação.

“Todos eles são também espaços de convivência para nossos usuários estarem com seus amigos”, diz Daniel.

No ateliê, os participantes têm atividades voltadas para as diversas formas de linguagens artísticas, como desenho e pintura, que auxiliam no desenvolvimento cognitivo.

“Já o português instrumental é um espaço para quem foi alfabetizado, mas que no dia a dia não trabalha diretamente com a língua. A ideia é fazer com que essa pessoa siga consumindo e produzindo textos para manter a habilidade de leitura e escrita”, afirma Daniel.

No espaço digital, os participantes discutem a situação atual do mundo e realizam pesquisas a partir de ferramentas digitais. Quinzenalmente, a Fundação ainda tem o Cine Clube, com a exibição de um filme seguido de oficinas e debates, aberto à população.

Simone Cristina Jardim, 28 anos, participa do ateliê de artes e do espaço digital. “Gosto do computador, sei fazer pesquisa sobre síndrome de Down. Sei que algumas pessoas têm e outras não têm”, conta. No ateliê, Simone faz quadros, vasos de argila, visita exposições.

“Faço vaso, depois pinto. Fica maravilhoso. Vou dar de presente para a minha mãe”, diz.

Para Clarice Jardim, mãe de Simone, a filha sempre volta mais culta da instituição. “Ela gosta de pintar e do convívio com os amigos. Uma vez por mês faz passeio, visita exposição e sempre chega mais culta, falando das obras que viu. É um projeto muito bom e ela tem se desenvolvido bastante”, comenta.

Sérgio Henrique Fernandes de Toledo, 32 anos, já expôs alguns de seus trabalhos na Unicamp. “Estava bem bonito”, lembra ele. Além de pintar, Sérgio faz capoeira e computação.

“Existe um empenho muito grande por parte da professora, que além de dar o curso, os acompanha em exposições. Já foram a São Paulo assistir a exposição da Frida Kahlo, por exemplo”, acrescenta a mãe de Sérgio, Maria Cristina Fernandes.

Os espaços ainda têm vagas abertas. Os interessados devem entrar em contato com a instituição pelo telefone (19) 3289-2818 ou pelo fsdown.org.br  

O endereço é Rua José Antônio Marinho, 430, Barão Geraldo.

SERVIÇO

Ateliê de Artes: segundas, das 13h45 às 16h15; quinta, 9h30 às 12h ou 14h30 às 17h

Português Instrumental: segundas, das 17h30 às 19h

Espaço Digital: quartas, das 17h30 às 19h.

Cine Clube: terças, das 17h30 às 20h (quinzenal)

Escrito por:

Inaê Miranda