Publicado 05 de Setembro de 2015 - 11h34

Por Da Agência Anhanguera

Após 'brigar' com as árvores, ele procurou refúgio em uma loja de móveis, onde passou o resto da madrugada no sofá

Leandro Ferreira

Após 'brigar' com as árvores, ele procurou refúgio em uma loja de móveis, onde passou o resto da madrugada no sofá

Um médico foi levado para a delegacia após destruir 11 árvores e invadir uma loja no distrito de Barão Geraldo, em Campinas durante a madrugada deste sábado (5). O cardiologista saiu de uma festa na Cidade Universitária, por volta das 4h, e, sob o efeito de álcool, deu início ao rastro de vandalismo na Rua Maria Tereza Dias da Silva. Após “lutar” com as árvores ornamentais na frente de dois estabelecimentos comerciais, ele invadiu uma loja de móveis e aproveitou para tirar uma soneca no sofá. Ao encontrar o intruso na loja, o proprietário acionou a Polícia Militar, que o conduziu ao 4º Distrito Policial (DP). Após prestar esclarecimentos e entrar em acordo com as vítimas para ressarcimento dos danos, ele assinou um termo circunstanciado e foi liberado.

Imagens captadas pelos comerciantes mostram o momento em que o médico, que trabalha como plantonista no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entra em “luta corporal” com as plantas. Inicialmente, ele derruba seis arbustos da espécie samambaia na frente de uma frutaria. Logo na sequência ele vai para a frente de outro comércio de alimentos e quebra cinco palmeiras ao meio. Depois ele segue para uma loja de móveis rústicos, arrebenta o cadeado e dorme no sofá. “Eu e o meu funcionário chegamos para abrir a loja e vimos que a porta havia sido arrombada. Meu funcionário subiu as escadas para apagar as luzes e ele estava lá, já acordado. Ele quis conversar, mas acionamos a polícia imediatamente”, afirmou o proprietário Álvaro Perez.

Questionado pelos policiais, o cabo Matias e o soldado Júlio, o cardiologista disse que não se lembrava do que aconteceu e que a única recordação era de que alguém teria dito para ele que “dentro da loja era mais seguro”. Conduzido ao DP, o médico assumiu a autoria e admitiu que havia participado de uma festa, na qual ingeriu uma grande quantidade de cerveja. Ele negou que tenha consumido outra droga além do álcool. Ainda na delegacia, o cardiologista entrou em acordo com os comerciantes e se comprometeu a ressarcir os danos causados. À reportagem ele disse estar arrependido. “Estou chateado, arrependido. Estava fora de consciência, sob efeito de álcool”, disse. O médico assinou um termo circunstanciado e foi liberado.

As vítimas disseram estar assustadas com a ação do médico. “Vimos o quanto estamos expostos. Em Barão Geraldo sofremos muito com as festas e a subprefeitura não tem uma ação efetiva. Falta limite e chega a ser abusivo. E cadê a responsabilidade desse médico?”, questionou Maria Bernadete Romeiro. “É triste ver uma pessoa bem formada, um médico, fazer uma coisa como essa. É temerário ser atendido como um profissional como este”, afirmou o gerente José Luís Giorgi Júnior.

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