Publicado 08 de Agosto de 2015 - 13h54

Fotos: Agência

Fábio Trindade

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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Se há empates com gosto de vitória, o ponto conquistado pelo Guarani diante do Londrina na tarde de ontem entra para o hall dos mais saborosos. A partida estava perdida, a vantagem do Tubarão era até confortável, o time de Paulo Roberto jogava mal, Fumagalli tinha perdido um pênalti depois de 14 anos e o cronômetro já havia batido os 45 do 2º tempo. Porém, eis que o Bugrão, surpreendentemente, de forma heroica, e com um novo pênalti novamente batido pelo camisa 10, fez dois gols nos acréscimos e fechou a partida no Estádio do Café em 2 a 2. Com o resultado, o Bugre termina a 11ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro com 11 pontos, enquanto o Londrina chega aos 18. A próxima partida do Guarani é contra o Tupi, em Minas, no da 15, enquanto o Tubarão pega o Juventus no dia seguinte.

O Bugre tinha a ambição de dormir no G4, mas o sonho começou a ficar distante com apenas 4 de jogo. A jogada começou com o avanço de Rafael Gava, que percebeu Edmar bem posicionado. Ao receber a bola, o atacante fez um belo passe para Bruno Batata que, com categoria, fez o giro e mandou uma bomba com o pé direito indefensável para o arqueiro Rafael Santos.

Com o meio de campo bugrino totalmente bagunçado, a vantagem do Tubarão não parou por aí. Aos 20, Fernandinho cometeu falta próxima a grande área alviverde. A missão de cobrar ficou com Allan Vieira. O camisa 6 mandou direto, mas a bola desviou em Bruno Pacheco, tirando qualquer chance de defesa do goleiro do Guarani, ampliando o placar para 2 a 0.

Durante toda a primeira parte do jogo, nenhum jogador alviverde se destacou na partida. Aos 36, Watson fez um bom levantamento na área, mas Silvio se adiantou e mandou fácil para escanteio. Aos 44, porém, por sorte o Tubarão não marcou mais um. Gava viu Germano livre dentro da área e fez bom levantamento. O meia cabeceou e Rafael Santos não conseguiu chegar na jogada, mas a bola acabou saindo por muito pouco.

E quando o cenário parecia melhorar para o Bugre, algo inusitado aconteceu: Fumagalli perdeu um pênalti. Aos 46, durante um cruzamento, Silvio empurrou Giancarlo sem bola dentro da área. O camisa 10 alviverde se preparou para a cobrança, mas pegou mal e mandou para fora por cima do gol. O último vez que isso tinha acontecido foi em 2001, quando o ídolo parou no goleiro Rubinho, do Corinthians.

O Guarani voltou para o 2º tempo sem alterações na equipe, mas a conversa no intervalo praticamente não surtiu efeito em campo. Ao contrário, as chances de gol do Londrina continuaram e se não fosse o bom desempenho de Rafael Santos, o placar teria sido bem maior. Aos 14, por exemplo, no contra-ataque, Edmar deixou Allan Vieira livre na cara do gol, que chutou forte. O arqueiro bugrino voou para fazer a melhor da partida.

E mesmo depois de fazer uma péssima partida, Allan Dias recebeu a bola de Fumagalli na entrada da grande área e chutou forte. O camisa 8, contou com um desvio no Allan Vieira e a bola passou entre as pernas do goleiro, aos 46, diminuindo a vantagem. Logo em seguida, o árbitro ainda marcou um pênalti a favor do Bugre depois que Allan Dias meteu a mão na bola na frente do juiz. E, o que parecia impossível cinco minutos antes, virou um empate para ficar na memória. Fumagalli, já apagando o que no 1º, meteu a bola no fundo do gol e deixou tudo igual.