Publicado 07 de Agosto de 2015 - 18h06

Por Bruno Bacchetti

Bruno Bacchetti

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Americana (SSPMA) emitiu um comunicado ontem, no qual anuncia início da greve para a próxima terça-feira. O motivo da paralisação é o não pagamento integral dos 5,2 mil funcionários públicos, que deveria ocorrer na última quinta-feira. No entanto, a Prefeitura depositou R$ 800 para cada funcionário e não tem previsão de acertar os valores. Segundo o sindicato, a greve vai permanecer até o acerto dos débitos, e será somente 30% dos servidores trabalhando nos serviços essenciais, como unidades de saúde e coleta de lixo. Assembleia dos servidores realizada no final do mês já havia autorizado a paralisação.

“Se o pagamento não for regularizado até segunda-feira iniciamos a greve a partir da terça-feira. Só caiu R$ 800 na conta de todos os servidores e ontem (quinta-feira) me informaram que não tinham como fazer previsão e que só vão pagar quando tiverem dinheiro. Vamos ver se com essa pressão sai alguma coisa”, explicou o presidente do Sindicato, Antonio Forti.

Se confirmada a greve, será a segunda paralisação dos servidores de Americana em menos de um ano. A última greve na cidade aconteceu entre os meses de novembro e dezembro do ano passado e o motivo foi o mesmo - falta de pagamento aos funcionários públicos.

Segundo a Secretaria da Fazenda de Americana, são esperados para a próxima terça-feira a entrada de repasses vindos do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), além de recursos do próprio município, como Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e taxas. Porém, a pasta confirmou que não há previsão exata para o pagamento integral dos servidores, que deverá ser realizado no decorrer da próxima semana.

“Não tem previsão de valor porque o ICMS repassado teve queda em julho. A Prefeitura prioriza o salário do servidor. A administração espera concluir o pagamento dos servidores na próxima semana”, informou, em nota, a Secretaria da Fazenda.

Ainda ontem, o sindicato e a Prefeitura estiveram reunidos na sede do Ministério Público do Trabalho, em Campinas, por causa da intenção da administração de demitir 563 servidores em estágio probatório, medida considerada ilegal pelo sindicato. As demissões chegaram a ser anunciadas pela Prefeitura, que voltou atrás e suspendeu as exonerações. A administração municipal demitiu todos os 410 trabalhadores contratados pelo Regime de Pagamento Autônomo (RPA) e aguarda para avaliar o impacto financeiro da medida antes de prosseguir com mais demissões.

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