Publicado 06 de Agosto de 2015 - 15h56

Por Adagoberto F. Baptista

Fotos: Dominique

Gustavo Abdel

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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A locomoção por uma viela de terra do bairro Satélite Íris I de duas famílias que possuem filhos cadeirantes foi facilitada após reportagem do Correio revelar a precariedade da via. Funcionários da Administração Regional (AR) responsável por aquela região cobriram um trecho de 400 metros com massa asfáltica, mas ainda não houve compactação do solo. Há duas semanas, a reportagem mostrou o drama da dona de casa Silvani Santos Bassan, de 60 anos, que luta diariamente para empurrar seu filho de 19 anos por entre crateras e pedras soltas. Através da reportagem, a dona de casa recebeu fraudas e continua na esperança de conseguir uma nova cadeira de rodas para o adolescente.

O trecho consertado fica próximo à Rua Devanei Costa, em uma das regiões mais podres de Campinas, pertencente agora ao distrito do Campo Grande. As condições da viela 1 onde moram Silvani e outra mãe, que também possui um filho deficiente, estavam precárias há mais de 5 anos, relataram. A preocupação é com a chuva, responsável na maioria das vezes por levar todo o recape feito pela Prefeitura. “Essa é a primeira vez que colocaram um material de asfalto. Já andei com o Fernando e senti facilidade”, disse Silvani, que precisará passar por uma operação no joelho.

Na viela, os moradores colocaram uma estrutura de ferro em uma das entradas para impedir que veículos acessem o local, na tentativa de manter sem desgaste o novo piso. “Já estava na hora de colocarem. Todo mundo já reclamou dessa viela, mas nunca fizeram um serviço descente”, disse uma moradora que passava pelo local.

Silvani diz que “somente Deus ajuda a ter forças para conseguir sair de casa”. O marido faleceu há três anos, e a outra filha, Luciana, de 30 anos, tem síndrome de down. O que recebe para a sobrevivência são pouco mais de R$ 700, recebidos através de Fernando. Ontem, o rapaz estava jogando videogame na garagem do pequeno imóvel, mas desviou o olhar para dizer que melhorou muito as condições da viela.

Após a reportagem, Fernando recebeu um pacote com 50 fraudas, e segundo Silvani, uma pessoa pediu os dados bancários dela para que fizesse o depósito de uma “ajuda”. Entretanto, a cadeira de rodas antiga de Fernando já precisa se aposentar, mas a família não tem condições de comprar uma nova. Dessa forma, Silvani divulgou seus contatos (98858-6642 ou 98874-2942) para aqueles que se dispuseram a ajuda-los. Com o pouco que a família ganha através do benefício de Fernando, falta muitas vezes dinheiro para a compra de fraldas e alimentos, que também são bem vindos à eles.

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Adagoberto F. Baptista