Publicado 05 de Agosto de 2015 - 17h48

Por Bruno Bacchetti

Bruno Bacchetti

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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A iniciativa do vereador Jota Silva (PSB) de instituir em Campinas o dia "É gol da Alemanha", para lembrar a goleada sofrida pela Seleção Brasileira para a Alemanha, por 7 a 1, pela Copa do Mundo do ano passado, ganhou enorme repercussão e rodou o mundo. Além de virar destaque na imprensa de todo o País e nas redes sociais, a notícia chegou até o exterior e foi repercutida por sites e jornais estrangeiros, entre eles a agência britânica Reuters, maior agência internacional de notícias do mundo e que fornece material para vários meios de comunicação. A reportagem produzida pela agência foi publicada em jornais dos Estados Unidos, Europa e até da Ásia. Sites de humor, como o Sensacionalista, além dos principais meios de comunicação nacionais e esportivos também fizeram piada com a proposta do vereador.

A reportagem da Reuters destacou que a foi "a derrota mais pesada do Brasil na Copa do Mundo e uma humilhação sem precedentes para o país anfitrião", e que "o dia serviria para refletir sobre o que aconteceu em 8 de julho". O jornalista da Rede Bandeirantes, Ricardo Boechat, compartilhou o projeto em sua página do Facebook e a publicação teve milhares de comentários.

A sugestão do vereador também não foi bem recebida pela população. O advogado Nelson Paviotti é conhecido por ser um dos torcedores mais fanáticos pela Seleção Brasileira. Ele anda pelas ruas de Campinas vestido de verde e amarelo há mais de 20 anos. Além disso, decorou sua casa com as cores da bandeira e desfila em um Fusca estilizado. A proposta do vereador não agradou ao advogado. "Fiquei surpreso com esse projeto e não traz reflexão nenhuma isso. Não concordo fazer isso por causa de uma derrota que já aconteceu com tantos times. O mundo todo ainda admira o futebol brasileiro, mas não é sempre que teremos timaços", afirmou Paviotti, que durante a Copa do Mundo do ano passado chamou a atenção da imprensa internacional pela sua extravagância.

O projeto de lei foi protocolado na Câmara e ainda terá que passar pelas comissões e ser votado duas vezes pela Casa. Se aprovado, segue para sanção do prefeito Jonas Donizette (PSB). Segundo Jota Silva, o objetivo da proposta não é debochar do placar elástico e nem "comemorar" o resultado, mas para lembrar a data e servir como reflexão para o futebol brasileiro. A proposta prevê em todo o dia 8 de julho a realização de debates com a participação da crônica esportiva campineira, dirigentes e ex-jogadores para discutir a gestão e do futebol. "Considero essa derrota a maior tragédia do futebol brasileiro e pior que o Maracanazzo (derrota do Brasil para o Uruguai na Copa de 50). Quero que esse dia seja lembrado e tenha todo ano debates na cidade", justificou o vereador.

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