Publicado 05 de Agosto de 2015 - 15h58

Por Alenita de Jesus

Alenita Ramirez

[email protected]

Foto: Solicitada geral da Avenida Baden Powell

As rotas de saídas somadas a chegada de agências bancárias e do crescimento do comércio tem colocado a Avenida Baden Powell, no Jardim Nova Europa, em Campinas, na mira da bandidagem, segundo moradores. Nos últimos dois meses dois crimes chocaram o bairro, o assassinato do empresário Marcos Onofri Júnior, de 39 anos, em junho, que foi atacado em frente a academia do filho, por um bandido que estava com dois comparsas em um Gol e a tentativa de assalto a um policial militar do 35º Batalhão de Campinas que chegava a um salão de cabeleireiro. Houve troca de tiros e o policial foi atingido no braço e no intestino. Ambos os crimes ocorreram entre 19h e 20h. Fora estes crimes, também ocorreram furtos de veículos e roubos a pedestres. “A Avenida Baden Powell melhorou muito e agora tem a circulação muito grande de pessoas. Os bandidos que vêm para cá são de fora do bairro e até de outra cidade”, observou o presidente da Sociedade dos Amigos de Bairro (SAB) Jardim Nova Europa e região, Perminio Monteiro. “Como o bairro ficou com muitas saídas, facilita a saída dos criminosos”, acrescentou Monteiro.

Os furtos a veículos ocorrem nas esquinas das ruas que cruzam a Avenida Baden Powell. Na semana passada, um funcionário de uma loja na avenida teve seu carro furtado na Rua Santa Cruz das Palmeiras. Ele deixou o veículo estacionado na rua enquanto trabalhava.

Em outro caso, um aposentado teve um Fusca furtado da garagem de sua casa, que também fica na esquina com a Baden Powell. Os bandidos forçaram o portão e levou o veículo sem que a família percebesse.

Apesar das queixas de roubos relatadas por alguns moradores e trabalhadores do comércio local, há moradores que garantem que o bairro é calmo. “Moro no Nova Europa há 23 anos e nunca tive problemas com assaltos, mas eu tomo algumas precauções como dar volta na quadra antes de entrar em casa, olho ao redor em busca de alguma coisa suspeita e evito sair no mesmo horário”, contou a aposentada Emília de Fátima Pedreira, de 62 anos.

Escrito por:

Alenita de Jesus