Publicado 02 de Agosto de 2015 - 15h27

Por Paulo Santana

O lateral-direito Rodinei está otimista quanto ao futuro da Ponte Preta no Brasileirão: "Estamos conseguindo fazer bons jogos novamente e acho que não vamos correr riscos"

Carlos Sousamos/AAN

O lateral-direito Rodinei está otimista quanto ao futuro da Ponte Preta no Brasileirão: "Estamos conseguindo fazer bons jogos novamente e acho que não vamos correr riscos"

A Ponte Preta voltou a decepcionar e perdeu mais uma no Campeonato Brasileiro. Com o resultado negativo de ontem à tarde, no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, diante do Figueirense, por 2 a 1, ampliou para sete o jejum de vitórias e diminuiu para cinco pontos a distância para a zona do rebaixamento. João Vitor, no comecinho da partida, abriu o placar. Renato Chaves empatou e Marquinhos garantiu os três pontos para os catarinenses, que não venciam há quatro rodadas.

A Macaca, que não vence desde o dia 28 de junho, teve uma tarde pouco inspirada. Começou a partida totalmente desorganizada. E, logo no começo, já foi tomando um gol depois de uma bola mal rebatida da defesa por Rodinei.

Rafael Bastos escorou de cabeça e deixou João Vítor em excelente condição para chutar. O volante, com liberdade na entrada da área, jogou no canto sem chances de defesa para Marcelo Lomba. 1 a 0, aos 4.

Sem criatividade no meio-campo, os atacantes pouco apareceram. Tanto que a primeira chance da Macaca só aconteceu aos 37. Depois de uma falta batida na barreira, Juninho aproveitou o rebote e chutou. A bola desviou em Borges e foi para fora, passando bem perto do gol.

Aos 45, Felipe Azevedo driblou o zagueiro duas vezes pela direita e cruzou. Felipe, quase sem ângulo, finalizou e acertou a trave. Desperdiçou uma grande chance de empatar a partida.

O segundo tempo começou em alta velocidade. Aos 5, Cesinha bateu escanteio do lado esquerdo e Renato Chaves apareceu entre os zagueiros para empatar. Ele mandou a bola, de cabeça, para o fundo do gol do Figueirense: 1 a 1.

Aos 7, Borges recebeu na direita, avançou e bateu firme. O goleiro fez grande defesa. Dois minutos depois, o time da casa respondeu com Carlos Alberto finalizando com perigo. A bola passou rente à trave de Lomba.

Depois do sufoco inicial, o Figueirense se ajustou em campo e voltou a tomar conta das ações. O segundo gol saiu em um lance de bola parada. Aos 28, Marquinhos Pedroso bateu escanteio na medida para o capitão Marquinhos completar de cabeça: 2 a 1. Houve falha de marcação da zaga campineira que não acompanhou a trajetória da bola.

Nos acréscimos, a Macaca tomou o terceiro. A jogada começou pela direita e o Figueirense carregou com facilidade até que a bola chegou no pé direito de Dudu, que não perdoou. Renato Chaves ainda tentou salvar, mas não teve jeito: 3 a 1, aos 46.

Parada nos 19 pontos, a Ponte foi superada pelo Figueirense, que estava lutando para fugir da perigosa e temida zona de rebaixamento. Hoje, o Goiás, que tem 14 pontos, é o primeiro no Z4. Na próxima rodada, a Macaca recebe o Flamengo, domingo, às 16h, no Majestoso, em jogo comemorativo dos 115 anos de fundação do clube.

Tropeço

O técnico Guto Ferreira lamentou mais um tropeço da Ponte Preta no Brasileirão. Admitiu que a estratégia adotada durante a semana não deu certo, ressaltou que o time se sente pressionado, mas espera uma reação a partir da próxima semana. “A única maneira de sair desta situação é trabalhar e trabalhar. A gente tem que acreditar que é possível reverter. Tudo que eu falar agora, em termos de desculpa, não adianta. É trabalhar”, comentou, em entrevista à rádio CBN Campinas.

Para o técnico, a tática de fechar os treinamentos durante a semana não deu certo. “A gente tem que tentar de tudo, mas não surtiu o efeito esperado. Fazer o quê? Temos que chacoalhar o pessoal e colocar na cabeça que é possível mudar este cenário. Já provou que deu certo no começo e pode voltar a ficar bom”, avalia.

Guto reconhece que a Macaca perdeu o ritmo na competição. “A equipe caiu no aspecto defensivo e, no ofensivo, está precisando fazer os gols. Tivemos algumas chances, mas os gols não aconteceram. A gente poderia ter virado, mas não deu e entrou no desespero. O time está se sentindo pressionado, mas a gente reconhece que é preciso melhorar”, disse.

O atacante Felipe Azevedo destacou o vacilo nas bolas paradas. “A equipe voltou muito bem no segundo tempo, mas acabou jogando tudo fora na bola parada. Mas tem muita coisa pela frente ainda e podemos arrumar”, avalia. “Tivemos dificuldade no começo, voltamos bem no segundo tempo, mas a equipe deles achou um gol e acabou vencendo”, observou o volante Josimar.

Veja como foram os melhores momentos da partida

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Paulo Santana