Publicado 04 de Agosto de 2015 - 17h34

Por Agência Estado

Valdivia admitiu que não tratava das lesões como deveria no Palmeiras

Cedoc/RAC

Valdivia admitiu que não tratava das lesões como deveria no Palmeiras

O meia Valdivia ficou cinco anos no Palmeiras e, durante todo esse tempo, a mesma facilidade que apresentava ao driblar os adversários também aparecia para entrar em polêmicas. Colocando na balança tudo que fez de positivo e negativo no clube, ele acredita que vai para o Al Wahda tendo muito mais a comemorar do que a lamentar com a camisa do clube. Em uma autoanálise, o chileno acredita que mereça uma nota alta por tudo que fez.

"Se tirar todas as mentiras que foram criadas sobre o meu respeito e eu assumindo as coisas erradas que fiz no começo, acho que mereço nota oito”, disse o meia, em entrevista exclusiva à reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

Embora deixe o clube pela porta dos fundos e em atrito com a diretoria, Valdivia garante que continuará na torcida pelos companheiros de clube e agradece ao apoio que teve de parte da torcida palmeirense. "Eu queria falar tudo isso em uma coletiva, mas o clube não me autorizou, pelo menos até agora. Fico triste porque não foi dita a verdade de tudo que aconteceu. A torcida gosta de mim e pode saber que aqui tem um palmeirense de verdade. Desejo de coração que o Palmeiras seja campeão brasileiro e mesmo de longe, estarei acompanhando, pois é um clube que aprendi a amar", disse.

Ele garante que exatamente por ter respeito ao Palmeiras não continuará no futebol brasileiro. Segundo Valdivia, três clubes tentaram levá-lo nos últimos meses. "Flamengo, Cruzeiro e tivemos uma proximidade com o Fluminense. O Alexandre Mattos (diretor de futebol) sabia que eu tinha conversado com o pessoal do Cruzeiro, tanto que antes mesmo de eu falar qualquer coisa, ele já avisou o Cruzeiro que aceitaria me liberar. Era só eu pedir para ir embora”, explicou.

Mesmo ciente de que teria poucas chances de continuar no Palmeiras, Valdivia decidiu não pedir para ir embora. "Ouvi as propostas, porque o meu time de coração não mostrava esforço algum para ficar comigo, mas jamais jogaria em outro clube no Brasil. Eu ganharia o ódio dos que ainda gostam de mim e os que me odeiam, teriam mais motivos para me xingar”, comparou.

O chileno não espera por um jogo de despedida. "Chegamos a falar do assunto. O Cícero (Souza, gerente de futebol) falou sobre isso. Seria um jogo qualquer do Brasileiro mesmo, mas eu senti que a condição seria que eu ficasse quieto e não falasse tudo que estou falando. Você gosta, se despede da torcida e vai embora quieto. Pode ser imaginação minha, mas a forma com que ele falou me passou essa impressão.”

De malas prontas para o futebol árabe, o meia garante que deixa amigos no atual elenco do Palmeiras. "O Lucas falou recentemente que gosta de mim e que torcia para eu ficar. O Rafael Marques também falou. Me dou bem com todo mundo. Claro que sempre vai ter uns otários falando que sou ruim de elenco, mas pode perguntar para qualquer um. A molecada da base me adora. O João Pedro e o Nathan me amam”, assegurou o jogador, que ficará até o dia 17 treinando separado do grupo.

A reportagem procurou a assessoria de imprensa do Palmeiras para ouvir os dirigentes, mas o clube, pelo menos por enquanto, não deve se manifestar sobre as declarações do jogador.

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