Publicado 07 de Agosto de 2015 - 22h10

Por Carlo Carcani

O jornalista Carlo Carcani Filho

Ércia Dezonne/AAN

O jornalista Carlo Carcani Filho

O Guarani tem um jogo-chave contra o Londrina, neste sábado, em sua luta por uma vaga nas quartas de final da Série C. Com um desempenho fraco no primeiro turno, precisa melhorar de forma significativa sua performance para terminar entre os quatro melhores do Grupo B. Não é preciso falar muito sobre a importância de conquistar o acesso assim que possível. Além do nível técnico bem inferior, a Série C tem menor visibilidade, o que é ruim para os atletas e para os clubes. Como já está nessa divisão há três temporadas, o Bugre acumula uma grande perda de prestígio.

Voltar à Série B — que tem pay-per-view, mais jogos na TV, clubes melhores e a fórmula de pontos corridos (o que garante a disputa de 38 partidas) — é um passo importante no trabalho de recuperação do clube.

Por outro lado, a CBF também deveria trabalhar um pouquinho para melhorar a Série C. O Brasil tem dimensões continentais e poderia muito bem ter três divisões de 20 times em formato de pontos corridos. As despesas seriam maiores, mas cabe à CBF viabilizar a realização do campeonato em um formato melhor.

Haveria um ganho técnico nessa mudança, já que, sem o mata-mata, a tendência seria o acesso das equipes de melhor qualidade.

Vejam o caso do Fortaleza, desde 2010 na Série C. Em 2012, se classificou em 1º lugar de sua chave, com 39 pontos. No mata-mata, foi eliminado pelo Oeste, que fez 29.

Em 2014, o Fortaleza novamente se classificou em 1º com 35 pontos e pegou o Macaé, que avançou com 26. Mesmo empurrado por mais de 63 mil torcedores no Castelão, o Leão foi novamente eliminado.

Infelizmente, não há o menor sinal de que a CBF esteja pensando em melhorar a Série C e o Campeonato Brasileiro, de um modo geral. Pelo contrário, às vezes parece não se importar com a qualidade do campeonato.

Vejam o que aconteceu com o Guaratinguetá, lanterna do Grupo B, o mesmo do Guarani. Com o campeonato em andamento, o clube fez uma parceria com o Atlético Paranaense e emprestou não somente um time inteiro, como também o treinador.

Como se um absurdo não bastasse, a CBF permitiu que, a partir da 12ª rodada, o Guaratinguetá passe a mandar seus jogos em... Curitiba.

A CBF informa que fez a mudança atendendo solicitação do “mandante”, com “concordância do visitante, da Federação, do clube mandante e da Federação anfitriã”. É um belo jeito de lavar as mãos e expor, de forma clara, que não está nem aí com a competição.

Escrito por:

Carlo Carcani