Publicado 08 de Agosto de 2015 - 5h30

O resultado do IPCA de agosto trará pressão de diferentes preços administrados. Já é dada como certa a influência de energia elétrica, taxa de água e esgoto, pedágios, ônibus e gás encanado.

Apesar disso, o IBGE não considera garantido que a taxa supere o resultado de agosto do ano passado, que foi de alta de 0,25%. “Foi uma taxa relativamente baixa para o ano de 2014, mas não tanto quanto em junho e julho. Além disso, não são tantos reajustes assim, e vai depender do vestuário também”, explicou Eulina.

Ela também evitou garantir que o dólar, que avançou mais de 10% em julho, terá impactos mais intensos na inflação de agosto. “O impacto do dólar sobre a inflação nos próximos meses vai depender do comportamento dos agentes econômicos”, disse.

De todo modo, em agosto o IPCA será impactado por aumentos na energia elétrica em Belém (7,47%) e Vitória (2,52%), que entraram em vigor ontem. O Rio de Janeiro é a região que mais concentrará reajustes de administrados. A partir de 1 de agosto, as taxas de água e esgoto subiram 9,98%, enquanto os pedágios sofreram reajustes entre 14% e 16%. Já o gás natural veicular (GNV) subiu 8,54%, enquanto o gás encanado ficou 2,62% mais caro, ambos a partir de 3 de agosto.

Houve ainda aumento de 7,14% nas tarifas de ônibus intermunicipais em Goiânia e de 14% nos pedágios de São Paulo, ambos a partir do início do mês, lembrou o IBGE. (Agência Estado)