Publicado 07 de Agosto de 2015 - 5h30

Uma desaceleração generalizada no índice que mede a inflação do consumidor de baixa renda permitiu que o resultado de julho fosse menor do que o observado em junho. Na esteira de passagens aéreas e roupas mais baratas e de alimentos e medicamentos subindo menos, o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) avançou 0,68% no mês passado. O alívio só não foi maior por causa das tarifas de energia elétrica. Mesmo assim, o índice acumula alta de 10,31% em 12 meses até o mês passado. É a primeira vez que a inflação percebida pelas famílias de baixa renda (com ganhos mensais até 2,5 salários mínimos) chega a dois dígitos. O resultado supera o índice de preços que vale para todas as famílias (até 33 salários mínimos), com alta de 9,61% no período. Em julho, sete das oito classes de despesa componentes do índice perderam força, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV): Despesas Diversas (2,36% para 0,16%), Vestuário (0,32% para -0,21%), Educação, Leitura e Recreação (0,77% para 0,03%), Alimentação (1,02% para 0,94%), Transportes (0,29% para 0,13%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,64% para 0,42%) e Comunicação (0,37% para 0,08%). Só o grupo Habitação (0,97% para 1,18%) subiu, por conta da tarifa de energia. (Agência Estado)