Publicado 07 de Agosto de 2015 - 5h30

Um dia depois de a Caixa Econômica Federal anunciar a limitação de financiamento imobiliário numa clara reação à falta de recursos para esse tipo de empréstimos, o Banco Central informou ontem que a poupança voltou a ter mais saques do que depósitos em julho. As retiradas superaram as aplicações em R$ 2,5 bilhões - a maior quantia para o mês em 20 anos. No acumulado do ano até o mês passado, as saídas líquidas desse investimento somaram R$ 40,9 bilhões - também o maior para o período desde 1995, quando a instituição começou a compilar as informações. A poupança não para de evaporar mesmo com as “vantagens” anunciadas nos últimos meses pelo setor financeiro. Em muitos bancos, quem escolhe esse tipo investimento participa de distribuição de brindes e de sorteios.Mas, para o diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, a tendência para os próximos meses é de que este movimento de redução no volume dos depósitos da poupança se acentue ainda mais. (Da Agência Estado)