Publicado 06 de Agosto de 2015 - 5h30

Estudos feitos pelo Ministério da Fazenda demonstram que a desoneração da folha de pagamentos não tem sido suficiente para proteger ou criar empregos.

“Diversos estudos indicam que, para o trabalhador ter um emprego com salário de R$ 20 mil, o contribuinte gasta R$ 60 mil”, disse Levy.

Segundo ele, é preciso notar que a tributação que está nesse programa de desoneração recai sobre o faturamento e cria distorções em cadeias mais longas, como a industrial. “Isso pode ser prejudicial para algumas empresas no longo prazo”, observou

Levy disse também que é preciso entender o desafio que o País enfrenta e as condições existentes para, a partir daí, “ter a determinação de tomar as ações necessárias para encontrar o caminho do crescimento”.

O ministro afirmou também que há uma convergência de avaliação de que o gasto público voltou a crescer de forma persistente e passou a ser um risco para a estabilidade econômica. “É importante que todos reflitam sobre isso”, alertou. Levy mencionou que as “significativas despesas” de programas como o Minha Casa Minha Vida, o crédito estudantil, a compra de ônibus e caminhões pelo Programa de Sustentação do Investimento (PSI), entre outros, foram ações que mantiveram vários setores ativos até 2014, mas com um impacto fiscal “muito pesado”.

Segundo o ministro, a redução desses programas é um dos aspectos inevitáveis do ajuste. Mesmo assim, de acordo com ele, o esforço de manter alguns deles também vem sendo levado em conta. (Agência Estado)