Publicado 06 de Agosto de 2015 - 5h30

Em um momento de tensão nos mercados, agravamento da crise política e deterioração dos indicadores econômicos, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse ontem que “ninguém quer uma ruptura em nenhum aspecto”. Ao deixar reunião com o vice-presidente Michel Temer, Levy disse acreditar que será votado ainda neste ano o projeto de lei que revê a política de desoneração da folha de pagamentos - tema decisivo dentro do ajuste fiscal proposto pelo Palácio do Planalto.“Obviamente a revisão da política de desoneração é um sacrifício para as empresasMas queremos acabar com essa distorção. São bilhões de reais para umas tantas mil empresas incluídas no benefício”, comentou o ministro.Questionado sobre a possibilidade de o projeto de lei só ser apreciado no ano que vem, Levy disse que se trata de um mal-entendido. “Não tenho informações sobre isso. Tudo é conversa. Eu acho que não fica para 2016 porque é uma parte muito importante do ajuste”, afirmou.Questão fiscal

Na terça-feira, 4, o Palácio do Planalto foi derrotado na tentativa de adiar a votação da PEC 443, que reajusta salários de servidores da Advocacia-Geral da União (AGU). A PEC 443 - uma das “bombas fiscais” em tramitação no Congresso Nacional - foi discutida na manhã de ontem em reunião do vice-presidente Michel Temer com líderes da base na Câmara e os ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, da Advocacia-Geral da União, Luís Inácio Adams, e da Aviação Civil, Eliseu Padilha.“A situação econômica é séria. E a questão fiscal é muito séria. A gente tem que ter tranquilidade e firmeza pra continuar o diálogo para alcançar as soluções que o Brasil precisa. Ninguém quer uma ruptura em nenhum aspecto, a gente precisa é garantir a recuperação econômica”, insistiu Levy. (Da Agência Estado)LEIA MAIS NA PÁGINA A21