Publicado 05 de Agosto de 2015 - 19h05

Hoje é um daqueles dias em que há boas reprises, mas que foram citadas muitas vezes na coluna. Caso de Laranja Mecânica (Max, 17h) ou, nem tão citada assim, O Lobo de Wall Street (HBO, 22h). São duas ótimas opções para se rever. Mas vou retomar um belo filme do grande Clint Eastwood, Cartas de Iwo Jima (Cinemax, 17h55, 14 anos), realizado em 2006. Trata-se de um díptico formado com A Conquista da Honra. Este, o lado americano do Segunda Guerra Mundial. Cartas... mostra o lado japonês, um melodrama belíssimo. Muitos anos depois do fim da guerra, são descobertas cartas que narram a perspectiva dos soldados japoneses do conflito inútil que tingiu de sangue as areias da ilha inóspita de Iwo Jima. Podem achar o Clint conservador, de direita, defensor de armas, mas que americano teria coragem de mostrar o outro lado de uma história da qual os Estados Unidos se orgulham tanto? Este é só um dos méritos do filme — e de fora dele. Há muitos outros, como revelar a dor dos japoneses frente à guerra e tão legítima quanto à dos americanos.