Publicado 05 de Agosto de 2015 - 5h30

Praticamente sem registrar chuva, todos os seis principais mananciais de São Paulo perderam volume armazenado de água pelo terceiro dia seguido, segundo aponta relatório divulgado pela Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) ontem. Considerado o principal manancial do Estado, o Cantareira, que é responsável por abastecer 5,3 milhões de pessoas, voltou a registrar queda de 0,1 ponto porcentual. Os reservatórios que compõem o sistema operam com 18,4% da capacidade, ante 18,5% no dia anterior. Esse número considera duas cotas de volume morto, adicionadas no ano passado.

A pluviometria do dia na região foi de apenas 0,1 milímetro, o que fez o valor acumulado passar para 0,5 mm nos quatro primeiros dias de agosto, volume muito abaixo do esperado. Caso a média histórica do mês estivesse se repetindo, já deveria ter chovido pelo menos 4,4 mm durante o período. Considerando os últimos 40 dias, o sistema registrou aumento na quantidade de água represada apenas duas vezes: no dia 26 de junho, quando passou de 19,9% para 20%, e no dia 27 de julho, em que o nível subiu de 18,8% para 18,9%. Ainda assim, a Sabesp pediu aos órgãos reguladores para aumentar a captação de água do sistema e suspender a redução determinada para setembro, na tentativa de aliviar o Sistema Alto Tietê, que vive crise ainda mais severa. O presidente da Sabesp, Jerson Kelman, disse, a respeito da outorga do Cantareira, que há água suficiente para abastecer tanto a população da Bacia de Piracicaba quanto a da Região Metropolitana de São Paulo. “Tem água para as duas populações, não tem razão para discutir”, afirmou. (Da Agência Estado)