Publicado 08 de Agosto de 2015 - 5h07

Por Milene Moreto

Milene Moreto

Cedoc/RAC

Milene Moreto

Depois de passar por um período turbulento, o PMDB em Campinas volta a se organizar e seus integrantes confiam na plena recuperação em 2016, durante o processo eleitoral. Os peemedebistas, após divergências internas e pitacos do diretório estadual, perderam a bancada na Câmara e filiados históricos. Desde então, a sigla fez mudanças, elegeu uma nova executiva e passou a compor com o governo do prefeito Jonas Donizette (PSB) na Secretaria de Trabalho e Renda.

O futuro

O presidente do PMDB, Fernando Garnero, deve ser reconduzido hoje ao cargo na convenção para a eleição do novo diretório. O empresário afirmou que essa deve ser a sua última gestão e que pretende abrir espaço para que outros militantes comandem a sigla futuramente. Segundo Fernando, sua missão era a de recompor e fortalecer a legenda, o que foi feito no último ano e o desafio agora é ter um bom desempenho nas urnas em 2016.

Pesquisa

Garnero confirmou que o PMDB tem feito pesquisas em cidades com mais de 200 mil habitantes para avaliar se o melhor caminho é lançar candidatura própria a prefeito. A ideia é ganhar em prefeituras estratégicas para poder impulsionar uma eventual candidatura à Presidência da República.

Como fica?

Apesar das articulações dos diretórios nacional e estadual, Garnero afirmou que em Campinas o partido está alinhado com Jonas e que as esferas superiores da legenda costumam respeitar a decisão local. Mas o cenário ainda está em aberto e não existe uma determinação consolidada para 2016. O novo diretório do PMDB será eleito hoje, na Câmara, às 9h.

Contas

As comissões de Finanças e Orçamento e Constituição e Legalidade já terminaram a análise das contas da ex-prefeita Izalene Tiene (PT), que foram reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. A petista encaminhou a defesa dos processos que foram avaliados pelos parlamentares. A informação é que o parecer contrário foi mantido e Izalene poderá perder seus direitos políticos por oito anos caso seja aprovado em plenário.

Outras

Além de Izalene, Hélio de Oliveira Santos (PDT), Pedro Serafim (PRB) e Demétrio Vilagra (PT) estão na lista dos que tiveram as suas contas rejeitadas, e aguardam pelo julgamento. O mais aflito, por enquanto, é Serafim, que tem a intenção de ser candidato no ano que vem. A conta que será julgada é a referente a 2011, ano do Caso Sanasa.

Negócio da China

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Campinas, Samuel Rossilho, articula uma visita do prefeito Jonas Donizette (PSB) à China em outubro. Eles querem apresentar para investidores chineses o potencial econômico de Campinas e região. O estreitamento dos laços com os asiáticos já gerou bons frutos como os investimentos da BYD, que terá uma fábrica de ônibus elétricos e uma de painéis solares fotovoltaicos na cidade.

COLABORARAM ADRIANA LEITE E BRUNO BACCHETTI/AAN.

Fraude em Paulínia

Por 4 votos a 1, ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entenderam que houve fraude na candidatura de Edson Moura Júnior (PMDB) à Prefeitura de Paulínia, em 2012. Ele substituiu o pai Edson Moura, na véspera do pleito. Somente o ministro João Otávio de Noronha, relator do processo, votou favorável ao recurso do peemedebista. Luciana Lóssio, Maria Thereza Rocha de Assis Moura, Gilmar Mendes e Admar Gonzaga foram contra. O ministro Dias Toffolli, presidente do TSE, pediu vista, mas como votam sete ministros, não há mais como mudar o placar.

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