Publicado 07 de Agosto de 2015 - 5h00

Por Milene Moreto

Milene Moreto

Cedoc/RAC

Milene Moreto

Os mais alinhados ao governo da presidente Dilma Rousseff até tentaram passar uma imagem de união nos últimos dias e de uma certeza de alinhamento da base governista para evitar a votação da pauta-bomba. Só que não deu certo e, na Câmara dos Deputados, a situação ficou bem complicada. Além dos deputados terem aprovado projetos que criam despesas, dois partidos saíram da base aliada: PTB e PDT. O integrantes das legenda agora afirmam que são independentes.

A crise

O negócio é o seguinte. Quando a gente fala que um projeto cria despesa, ele aumenta a conta que o brasileiro paga todos os meses para manter os serviços e investimentos no País. E vejam só: os deputados aprovaram a proposta que eleva o teto do salário dos procuradores para 90% do que recebem os ministros. Isso quer dizer que cada advogado público poderá ganhar até R$ 30 mil mensalmente. Fora os honorários, que geram os supersalários.

Frase

Nessa pauta de valores, o mais importante é o valor do Brasil. Estamos pleiteando que todos se dediquem a resolver os problemas do Brasil.(Do vice-presidente da República, Michel Temer, após inúmeras tentativas de barrar as votações na Câmara que criam despesas para o governo).

A pergunta é?

Se o povo brasileiro está perdendo emprego, reduzindo a conta no supermercado e tendo que se virar como pode, uma ampliação salarial desta proporção para uma categoria que já tem uma boa remuneração não poderia esperar ou ser melhor discutida? A reposição da inflação é direito de todos agora. Conceder reajuste maior, nesse momento, é rir da cara do brasileiro.

Batendo panela

Na realidade, neste momento, os que merecem um grande panelaço são os nobres deputados federais que, diante da impossibilidade, devido à crise, de pendurar centenas de apadrinhados políticos nos cabides do governo, ampliam ainda mais os gastos do País todo.

Não rolou

Apesar de toda a certeza de que a fundação do PL seria concretizada nos próximos dias, os principais articuladores do novo partido tiveram ontem uma decepção. O pedido foi negado pelo Tribunal Superior Eleitoral. O relator, ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, informou que o PL apresentou 67.924 assinaturas consolidadas e 99.703 certificadas, totalizando 167.924 assinaturas. O restante para a integralização do mínimo necessário, que é de 484.169 assinaturas, segundo o partido, foi colhido e está em procedimento de certificação perante os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

Tentativa

O presidente nacional do PSD, Guilherme Campos, disse ontem que o processo de criação do PL já estava com o relator do TSE há algum tempo e que a estimativa era que a certificação das demais assinaturas estivesse pronta a tempo do julgamento.

Não atrapalha

Campos disse, no entanto, que o processo foi devolvido e não julgado e que será reapresentado assim que os cartórios fizerem a certificação de todas as assinaturas. A estimativa dos entusiastas da nova legenda é que isso ocorra até o final deste mês. O entrave nesse momento é a greve no Judiciário, que afeta os serviços nos cartórios. “Mas está na cara do gol”, disse o presidente do PSD.

Eu errei

Após desistir do Dia do “É gol da Alemanha”, o vereador de Campinas Jota Silva (PBS) publicou um texto em sua rede social para explicar que tentou instituir a data para abrir uma reflexão. O parlamentar, no entanto, entendeu que foi um erro e decidiu que abandonaria seu projeto. “Não tenho vergonha de admitir que foi um erro de minha parte e pretendo corrigir este erro com muito mais trabalho. Entendo, como vereador, que tenho de ouvir críticas e respeitá-las e tomar as atitudes que devem ser tomadas, independente das consequências”, disse.

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