Publicado 05 de Agosto de 2015 - 5h17

Por Milene Moreto

A presidente Dilma chamou seus aliados no Congresso, nos partidos e os ministros para pedir ajuda na travessia da fase crítica do governo. A presidente, segundo relatou alguns convidados, está mais preocupada com a crise econômica do que com a política que envolve a Operação Lava Jato. Se bem que uma coisa leva a outra. Ela teme a votação do pacote-bomba no Congresso. A proposta com a qual ela mais demonstrou preocupação é a do reajuste no Judiciário. Ela vetou, mas os deputados podem derrubar sua decisão. 

No Jaburu

Pouco antes do encontro com Dilma, os aliados foram conversar com o vice-presidente da República, Michel Temer, no Palácio do Jaburu. O presidente do PSD, Guilherme Campos, que participou dos dois encontros, disse que a tônica foi a de evitar um colapso nas contas públicas e tentar ultrapassar a crise que, segundo Dilma e Temer, está no seu ápice. Campos afirmou que os partidos da base estão unidos neste esforço, inclusive o PMDB.

Enquanto isso...

Enquanto Dilma jantava com seus aliados, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) — o algoz do governo que anda meio desgastado depois que apareceu nas investigações da Lava Jato como susposto recebedor de “pixulecos” —, se encontrou com seu grupo. Por lá estavam representantes do PSDB, DEM e Solidariedade. Chegaram até a tratar de manobras para o impeachment.

Isolado

Na oposição, Cunha transita bem e tem sua moral sempre elevada, já que preside a Casa e pode comandar votações importantes. Entre a base governista o comentário é que o peemedebista anda meio isoladão. Mas ninguém nunca duvida do poder do presidente, de votar algo de seu interesse inúmeras vezes, até atingir seu objetivo.

O PL

Guilherme Campos aproveitou para dizer que está tudo certo com a criação do PL e que o partido, após receber todos seus filiados, deve se fundir com o PSD. Em Campinas, o ex-deputado disse que já abriu mão de sua candidatura à Prefeitura para apoiar um novo nome. O partido quer levar a disputa para o segundo turno.

Mais PT que nunca

Depois de se filiar ao PCdoB em Campinas, Tiãozinho apareceu na inserção do partido na TV rasgando elogios para os projetos do PT no governo federal, como o Minha Casa, Minha Vida e o Mais Médicos. Tiãozinho saiu do PT, mas parece que o PT não deixou seu coração. A presidente da legenda na cidade, Marcia Quintanilha, disse que a menção é normal já que o PCdoB é aliado no governo federal.

Convenção

O PMDB em Campinas fará no próximo sábado, às 9h, na Câmara, a convenção para eleger a nova executiva da legenda. A chapa é única e o empresário Fernando Garnero deve ser reconduzido à presidência. O PMDB, inicialmente, busca uma chapa própria para vereador. O vice-presidente Arnaldo Salvetti confia no fortalecimento da sigla em 2016 e acredita no potencial para eleger pelo menos três parlamentares. Sobre uma candidatura própria a prefeito, nada está descartado.

É para rir ou chorar?

O vereador de Campinas Jota Silva (PSB) finalmente teve seu momento de glória na Câmara depois de ter passado quase seis meses praticamente só rasgando elogios ao Executivo. Depois que ele protocolou o projeto que cria o dia do “É Gol da Alemanha”, e que repercutiu em todo o Brasil, o peessebista não se aguentava de emoção, mesmo sua pauta tendo virado piada nacional. Apesar de saber que a proposta não vai alterar a ordem do dia de ninguém ou melhorar o mundo, o político fez o que todos os outros tentam: conseguiu cinco segundos de fama.

Escrito por:

Milene Moreto