Publicado 07 de Agosto de 2015 - 22h28

Por Agência Estado

O Instituto Lula informou nesta sexta-feira, 07, por meio do perfil oficial do ex-presidente ter pedido ao Facebook, desde o dia 14 de julho, que retire do ar uma comunidade chamada "Morte ao Lula". "Acreditamos que ela claramente viola as regras de conduta do site, porque ameaça a integridade física do ex-presidente e incentiva a violência", diz a postagem.

"Esse pedido foi feito antes do ataque da semana passada. Mesmo depois da bomba, no dia 30 de julho, o Facebook continua a não considerar como 'ameaça real' uma comunidade que abertamente pede a morte de uma pessoa. Por isso viemos, por meio do próprio Facebook, criticar a atitude da empresa e pedir aos usuários que repudiem essa comunidade que promove o ódio. Denuncie essa página", prossegue o post.

Com mais de 4 mil membros, a comunidade "Morte ao Lula" no Facebook se descreve como um grupo que "visa enterrar essa figura que acabou com a vida de milhares de brasileiros".

As publicações mais recentes da comunidade são de divulgação de atos de protesto contra o governo, como os panelaços e manifestações de rua. Há mensagens ofensivas ao ex-presidente, chamando-o de ladrão e outras palavras de baixo calão em referências a Lula e ao PT. Há ainda diversas manifestações que pedem intervenção militar como solução para a crise política.

Procurado pela reportagem, o Facebook não esclareceu se vai tirar a comunidade do ar. "Desenvolvemos um conjunto de padrões para manter nossa comunidade segura e levamos a segurança das pessoas a sério. Analisamos cuidadosamente as denúncias de linguagem ameaçadora para identificar potenciais danos à segurança pessoal e removemos ameaças reais de danos físicos a indivíduos", diz a nota da empresa enviada à reportagem.

Na noite de quinta-feira, 30, o instituto Lula foi alvo de uma bomba caseira. O caso está sendo investigado pela polícia paulista. Diretores do instituto e petistas chamaram a ação de "ataque político", "ataque terrorista" e "ataque fascista". O instituto pede que a Polícia Federal, como responsável pela segurança de ex-presidentes, entre no caso. O presidente do instituto, Paulo Okamotto, disse hoje que o presidente tem sido alvo de ameaças e teve sua segurança pessoal reforçada.

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