Publicado 05 de Agosto de 2015 - 9h42

O calor, o ar seco e o vento forte fizeram as chamas se propagarem rapidamente. A fumaça era vista de longe. Espécies em extinção foram queimadas

Antonio Trivelin/Gazeta de Piracicaba

O calor, o ar seco e o vento forte fizeram as chamas se propagarem rapidamente. A fumaça era vista de longe. Espécies em extinção foram queimadas

Considerado o mês mais seco do ano, agosto começou registrando baixa umidade do ar em grande parte do Estado de São Paulo e tem média de 20 focos de queimadas por dia, concentradas no interior. A capital e a região norte do Estado entraram em atenção depois que a umidade relativa do ar ficou abaixo de 30% em cidades como Ribeirão Preto (23%) e Catanduva (21%).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que índices inferiores a 60% não são adequados à saúde. Com umidade entre 20% e 30%, recomenda-se evitar exercícios ao ar livre, consumir água e buscar locais protegidos do sol.

De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), da Prefeitura de São Paulo, o tempo seco registrado nos últimos dias na capital é consequência de um bloqueio formado por um sistema de alta pressão atmosférica que atua em grande parte do País. A tendência é que haja temperaturas mais baixas nas madrugadas e aumento ao longo do dia.

Grande parte da região metropolitana de São Paulo e a região de Campinas também estavam em estado de atenção. Na capital, a umidade estava em 28% à tarde e, em Campinas, era de 24%. A queda no índice de umidade favorece a ocorrência de queimadas. Entre domingo passado e a manhã de terça-feira, 4, os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) flagraram 60 incêndios em matas no Estado.

Em São José do Rio Preto, o índice chegou a 18% por volta de meio-dia. Com umidade do ar entre 12% e 20%, as pessoas podem sentir ardor nos olhos, nariz e garganta e cansaço físico. A Defesa Civil alertou unidades de bombeiros, e 23 concessionárias de rodovias estaduais e federais emitiram mensagens para prevenir usuários.

Estiagem

Desde 1998, quando o Inpe iniciou as estatísticas, agosto é o mês com o maior número de queimadas no Estado. Em 2014, ano em que São Paulo viveu a maior estiagem em 90 anos, foram registrados 1.458 focos naquele mês, menor apenas do que os 1.809 ocorridos no mesmo período de 2008.