Publicado 04 de Agosto de 2015 - 21h11

Por Agência Estado

No mercado de ações, o dia foi de estabilidade. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou com valorização de 0,06%, aos 61,7 mil pontos

Divulgação

No mercado de ações, o dia foi de estabilidade. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou com valorização de 0,06%, aos 61,7 mil pontos

Depois de se aproximar de R$ 3,50, a moeda norte-americana fechou o dia praticamente estável, mas com uma pequena alta que fez a cotação novamente atingir o maior valor em 12 anos. O dólar comercial encerrou esta terça-feira (4) vendido a R$ 3,464, com alta de R$ 0,01 (0,28%).

No início do dia, a divisa chegou a operar em queda, mas subiu nas horas seguintes. Na máxima do dia, por volta das 14h40, a moeda chegou a ser vendida a R$ 3,487. No fim da tarde, no entanto, o ritmo de alta diminuiu até a cotação fechar praticamente estável.

Desde que a equipe econômica anunciou, há duas semanas, a redução para 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) da meta de superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública), o dólar passou a subir.

Segundo economistas ouvidos pela Agência Brasil, a possibilidade de o país perder o grau de investimento das agências de classificação de risco tem pressionado o câmbio.

Fatores externos também pressionaram o câmbio. Nos Estados Unidos, um dos presidentes regionais do Federal Reserve (Banco Central norte-americano) disse que apoiaria o aumento de juros norte-americanos na reunião de setembro apenas se a economia do país sofresse uma forte desaceleração.

A declaração indicou que o órgão pode aumentar os juros da maior economia do planeta a partir do próximo mês. Taxas mais altas nos Estados Unidos atraem mais capitais para países desenvolvidos, elevando a cotação do dólar em países emergentes como o Brasil, onde ocorre fuga de recursos.

Escrito por:

Agência Estado