Publicado 08 de Agosto de 2015 - 12h15

Por AFP

Vinhedo na Borgonha, França

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Vinhedo na Borgonha, França

Um vinho de Borgonha, Côte-de-Nuits, foi a surpresa ao sagrar-se como o mais caro do mundo, valendo 14.254 euros ($ 15.195) por garrafa, segundo o site especializado de classificação Wine Searcher. 

O portal Wine Searcher atualizou no início de agosto sua classificação dos "50 vinhos mais caros do mundo", a partir das listas de preços de 54.876 enólogos, comerciantes e produtores de todo o mundo, com um repertório de mais de sete milhões de garrafas.

Os vinhos de Borgonha conquistaram as três primeiras posições e outras quatro garrafas estão entre as dez posições de liderança. Entre os 50 nomes de topo, 40 vêm desta região.

Outra surpresa do ranking é que o líder não é um Romanée-Conti, mas um vinho de Henri Jayer, um reconhecimento póstumo deste viticultor visionário, que morreu em 2006 aos 84 anos de idade.

O coroado é o seu Richebourg Grand Cru, um Côtes-de-Nuits. Ele não é o único deste viticultor, um ícone entre os vinhos da Borgonha, que também aparece no pódio com o seu Cros-Parantoux em terceiro lugar, um Vosne-Romanée Premier Cru.

Contrário a processos químicos, tais como filtração, partidário da baixa produção - cerca de 3.500 garrafas por ano - e inventor de maceração a frio, Henri Jayer produz um Pinot Noir refinado, nítido e de grande personalidade.

Suas primeiras garrafas chegaram ao mercado no início dos anos 1950, e hoje estão entre os melhores vinhos tintos do mundo. Em 2012, em um leilão promovido pela casa britânica Christie's em Hong Kong, uma caixa com 12 garrafas de seu Cros-Parantoux 1985 foi vendida pelo preço recorde de € 182.556 ($ 199.735).

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