Publicado 06 de Agosto de 2015 - 23h55

Por France Press

Donald Trump (à direita) foi o único a negar o apoio a outro candidato caso não seja indicado para concorrer à presidência

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Donald Trump (à direita) foi o único a negar o apoio a outro candidato caso não seja indicado para concorrer à presidência

O magnata Donald Trump, líder nas pesquisas entre os pré-candidatos republicanos à Casa Branca, causou polêmica na noite desta quinta-feira (6) ao admitir uma candidatura independente caso não receba a indicação do partido.

No início do debate na TV entre os dez principais pré-candidatos republicanos, em Cleveland, Trump foi o único a negar o apoio a outro candidato caso não seja indicado para concorrer à presidência.

"Não me comprometerei neste momento", disse Trump, sob vaias, dando a entender que concorreria como candidato independente.

A afirmação provocou uma brusca troca de farpas com o senador Rand Paul, que disparou: "você já está garantindo a sua indicação porque tem o costume de comprar políticos". 

Ao que Trump respondeu: "é isso, já lhe dei muito dinheiro".

Sobre seus polêmicos comentários contra as mulheres, Trump disse que "o grande problema deste país é ser politicamente correto". "Sinceramente, não tenho tempo para a correção política total".

Trump inaugurou sua campanha, em junho, com uma incorreção política enorme, ao afirmar que entre os mexicanos que entram ilegalmente no país estão narcotraficantes, criminosos e estupradores, mas desde então está subindo nas pesquisas, e lidera entre os pré-candidatos republicanos com 24,3%.

O magnata do ramo imobiliário foi o principal alvo dos outros sete pré-candidatos republicanos, que participaram de um debate vespertino entre os menos "ranqueados" nas pesquisas.

No evento prévio ao debate principal, Carly Fiorina, ex-presidente do grupo Hewllet-Packard, disse que Trump lidera as pesquisas porque "explora a raiva" que os eleitores sentem dos políticos, mas é alguém que não sustenta a própria opinião.

"Mudou de opinião sobre a anistia (aos imigrantes ilegais), seguro de saúde e aborto. Gostaria de saber sobre que princípios vai governar" - questionou.

O ex-governador do Texas, Rick Perry, acusou Trump de não ter credenciais conservadoras, recordando que, há uma década, o magnata apoiava um sistema universal de saúde, algo execrado pelos republicanos.

O presidente Obama também foi criticado, por sua falta de ação contra o grupo Estado Islâmico.

Obama e Clinton "estão trabalhando duro para trocar o sonho americano pelo pesadelo europeu", disse o governador da Louisiana, Bobby Jindal.

O senador Lindsey Graham dirigiu suas baterias a Hillary Clinton, afirmando que a ex-secretária de Estado "representa um terceiro mandato de uma presidência falida". "Se não mudarmos as políticas de Barack Obama, não conseguiremos impulsionar esta economia e jamais estaremos seguros".

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