Publicado 03 de Agosto de 2015 - 23h29

Por France Press

O presidente regional catalão, Artur Mas, assina decreto que sancionou a convocação das eleições de 27 de setembro

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O presidente regional catalão, Artur Mas, assina decreto que sancionou a convocação das eleições de 27 de setembro

O presidente regional catalão, Artur Mas, sancionou, nesta segunda-feira (3), o decreto de convocação das eleições de 27 de setembro próximo, que deve se transformar em um plebiscito para iniciar um processo separatista.

Firmada em um breve ato na sede do governo regional catalão, em Barcelona, a convocação não faz qualquer referência ao caráter plebiscitário que as forças separatistas querem dar a essas eleições para evitar possíveis ações judiciais por parte do governo central. Madri se opõe firmemente ao processo "soberanista" catalão.

"Nessas eleições, os cidadãos votam é em seus representantes, e eles, no presidente da Generalitat (governo regional), não há outras questões", reiterou, nesta segunda, a vice-presidente do governo central, Soraya Saénz de Santamaría.

Na última quinta-feira (3), o presidente regional catalão advertiu que seu decreto seria "inatacável do ponto de vista jurídico".

Embora, em termos formais, trate-se de eleições regionais, "politicamente não serão eleições normais. Politicamente, são um plebiscito pela liberdade e pela soberania da Catalunha", frisou.

Artur Mas esperou até o último dia possível para convocar eleições, cuja campanha oficial começará em 11 de setembro, coincidindo com a "Diada", o dia da Catalunha. Nos últimos três anos, a data foi aproveitada pelos separatistas para fazer demonstrações de força, que esperam repetir este ano com mais uma grande manifestação em Barcelona.

Mas e seu partido, o Convergència Democràtica (CDC, conservador), aliaram-se com a segunda força da região, a Esquerra Republicana (ERC, esquerda), e as influentes associações que organizaram as multitudinárias manifestações nacionalistas dos últimos anos para formar a lista "Juntos pelo sim", de olho nas eleições de 27 de setembro.

Outro partido separatista, o anticapitalista CUP, vai em separado, mas pode ser chave para alcançar uma hipotética maioria absoluta.

Ainda que as últimas pesquisas apontem que a grande parte dos catalães se opõe à independência da região, Mas e seus aliados consideram que uma maioria das 135 cadeiras do Parlamento regional possa ser suficiente para iniciar o processo separatista.

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