Publicado 03 de Agosto de 2015 - 10h31

Por France Press

Mulá Omar não é visto desde 2001

Cedoc/RAC

Mulá Omar não é visto desde 2001

A família do mulá Omar, o falecido líder talibã, se negou a jurar lealdade a seu sucessor e pediu aos teólogos muçulmanos que resolvam as crescentes divergências entre os insurgentes sobre a transição no poder. O mulá Akhtar Mansur se tornou na sexta-feira (31) o novo líder talibã, após o anúncio na semana passada da morte em 2013 do mulá Omar, que dirigiu o movimento islamita durante quase 20 anos.

Poucas horas depois do anúncio, alguns dirigentes talibãs, incluindo o filho do mulá Omar, Yakub, e seu irmão, Abdul Manan, questionaram a decisão, considerada parcial e precipitada. "Nossa família não jurou lealdade a ninguém em meio a estas divergências", declarou o mulá Manan em uma gravação divulgada no domingo.

Posição

"Preferimos que os ulemás (teólogos muçulmanos) resolvam as divergências antes de jurar lealdade a qualquer lado", afirmou. Mansur pediu no sábado (1º) a unidade dos talibãs.

"Deveríamos trabalhar todos para preservar a unidade, a divisão em nossas fileiras vai satisfazer apenas os nossos inimigos, e nos causará mais problemas", afirmou o novo líder talibã. Yakub e outros integrantes do comitê talibã abandonaram a reunião que escolheu Mansur como líder porque se negaram a jurar lealdade, informou uma fonte talibã.

Alguns criticam a proximidade de Mansur com o Paquistão, enquanto outros gostariam de ver o filho de Omar como seu sucessor.

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