Publicado 02 de Agosto de 2015 - 13h23

Por AFP

São seios, não são bombas; relaxe," e "a nudez não tem nada de sexual" foram algumas das mensagens exibidas nos cartazes da manifestação

Reprodução

São seios, não são bombas; relaxe," e "a nudez não tem nada de sexual" foram algumas das mensagens exibidas nos cartazes da manifestação

Uma adolescente israelense de 16 anos morreu neste domingo (2) ao não resistir aos ferimentos depois de ter sido esfaqueada, ao lado de outras cinco pessoas, por um extremista judeu durante o desfile do Orgulho Gay em Jerusalém na quinta-feira, anunciou o hospital Hadassah.

O extremista, Yishaï Shlissel, colono ultraortodoxo, detido e indiciado depois do ato, acabara de cumprir 10 anos de prisão por um ataque similar que deixou três feridos na parada do Orgulho Gay de Jerusalém em 2005.

A adolescente, Shira Banki, havia sido internada em "estado crítico"

Na sexta-feira, em outro ato de violência, um bebê palestino, Ali Dawabcheh, de 18 meses, morreu queimado e seus pais e irmão ficaram gravemente feridos quando colonos israelenses colocaram fogo na casa da família na Cisjordânia ocupada, um ataque considerado "terrorista" por Israel.

O termo pouco frequente nestes casos e as condenações unânimes das autoridades israelenses, começando pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, não convenceram os palestinos, que responsabilizam o governo pela morte do bebê, pelas "décadas de impunidade ante o terrorismo dos colonos".

Os dois ataques provocaram consternação e uma onda de críticas em Israel e nos territórios palestinos, assim como no exterior.

Da oposição israelense até a ONU, passando pelos palestinos, todos denunciaram os atos de violência, que foram possíveis pela "impunidade" de que gozam, segundo várias ONGs, os colonos e outros ativistas de extrema-direita.

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AFP