Publicado 02 de Agosto de 2015 - 12h21

Por AFP

Após a morte do famoso leão Cecil por outro americano amante da caça, o governo de Harare ordenou uma vasta investigação em toda a indústria relacionada com os safáris

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Após a morte do famoso leão Cecil por outro americano amante da caça, o governo de Harare ordenou uma vasta investigação em toda a indústria relacionada com os safáris

O Zimbábue acusou neste domingo (2) outro americano de ter caçado um leão sem permissão em abril, enquanto o organizador da expedição foi detido e está sendo interrogado pela polícia, informaram o governo e a autoridade de parques nacionais.

A detenção de Headman Sibanda, proprietário da agência Nyala Safaris, foi anunciada no sábado.

"Desde então, estabelecemos que seu cliente também era um americano que veio ao Zimbábue em abril", afirma um comunicado da presidência.

"O caso Headman Sibanda está relacionado com um leão que foi abatido por esse outro americano", disse à AFP Caroline Washaya-Moyo, porta-voz dos Parques Nacionais (Zimparks).

"Sibanda coopera com a polícia nas investigações", destacou o governo, que identificou o caçador como Jan Cismar Sieski, da Pensilvânia.

Neste domingo, o governo do Zimbábue afirmou que os caçadores que estão no país devem partir e anunciou uma reunião de crise com os profissionais do setor.

Após a morte do famoso leão Cecil, abatido fora da reserva animal de Hwange por outro americano amante da caça, o governo de Harare ordenou uma "vasta investigação em toda a indústria relacionada com os safáris.

Uma campanha de doação teve início para ajudar os parques nacionais do Zimbábue a financiar a investigação.

Além disso, o governo adotou novas restrições de implantação imediata à caça de leões, elefantes e leopardos, que está proibida a partir de agora nas imediações da reserva de Hwange, exceto com a permissão por escrito da autoridade de parques naturais.

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