Publicado 09 de Agosto de 2015 - 5h28

Por Jaqueline Harumi

Problema maior é na Benjamin Constant: estreitamento da calçada obriga pedestres a andarem na avenida

Jaqueline Harumi/ AAN

Problema maior é na Benjamin Constant: estreitamento da calçada obriga pedestres a andarem na avenida

O muro da Escola Estadual Carlos Gomes, no Centro de Campinas, toma lugar da calçada em metade do quarteirão da Rua Boaventura do Amaral e estreita a passagem de pedestres em um trecho da Avenida Benjamin Constant. O problema é antigo, já que o prédio tem 132 anos, mas a sua restauração, que deve ser entregue até o fim do mês, despertou o interesse dos pedestres por mudanças no muro ou pelo menos na calçada, trazendo mais segurança na passagem pelos trechos.

O engenheiro Marlo Martins, de 55 anos, não se conforma com a situação na Boaventura do Amaral. “Tem que ter acessibilidade urbana e calçadas também. Dentro do projeto nesta rua, é impossível e o Estado não vai diminuir a área dele”, opinou. Para o aposentado Euclides Romão, de 66 anos, o incômodo é maior. “Tenho problema de joelho. Tenho dificuldade de andar sem calçada, principalmente no paralelepípedo”, explicou.

Na Boaventura Amaral, muro simplesmente elimina calçada: acessibilidade zeroNa Benjamin Constant, mesmo com uma pequena parte da calçada impedida o risco aos pedestres é maior pelo trânsito constante de veículos. “Essa calçada é horrível, perigosa. Eu passo, mas para um deficiente não tem acessibilidade, assim como para o idoso”, lamentou a promotora de vendas Gislaine Cristina Mariano, de 39 anos. “É um verdadeiro absurdo do poder público, já que a escola é estadual e fica ao lado da Prefeitura. Enquanto isso os cidadãos têm que cumprir regras quando constroem, deixando rampa para cadeirante e vagas”, desabafou o industrial Paulo Sérgio Moreira, de 52 anos, que mora no Cambuí há 23 anos, já estudou no colégio e passa todo dia pelo Benjamin Constant para ir trabalhar. “Se não tiver uma solução, vou procurar o Ministério Público”, ressaltou.

Outro lado

A Secretaria de Estado da Educação lembrou que o prédio é tombado e portanto não pode ter sua estrutura alterada, esclarecendo que o muro em questão já é parte do prédio, não sendo possível movê-lo. A assessoria de imprensa da Prefeitura afirmou que por se tratar de terreno do Estado não há como a Coordenadoria de Fiscalização de Terrenos intervir, mas o secretário municipal de Urbanismo, Carlos Augusto Santoro, prometeu enviar uma equipe para vistoria na segunda-feira para fazer medições e analisar o que pode ser feito para aumentar a segurança dos pedestres.

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