Publicado 07 de Agosto de 2015 - 21h37

Por Lauro Sampaio

Apesar dos postes estarem em bom estado de conservação, as lâmpadas estão desligadas em trecho da Rua Lidgerwood, ao lado dos barracões da antiga Fepasa

Leandro Ferreira/ AAN

Apesar dos postes estarem em bom estado de conservação, as lâmpadas estão desligadas em trecho da Rua Lidgerwood, ao lado dos barracões da antiga Fepasa

Pedestres e trabalhadores que saem de seus serviços no início da noite têm reclamando da ausência total de iluminação pública no calçamento próximo a antiga estação ferroviária de Campinas em direção ao Terminal Metropolitano e rodoviária.

O problema acontece logo no início da calçada da estação e se prolonga por cerca de 400 metros, no cruzamento da Avenida Campos Sales com a Rua Lidgerwood. A reportagem do Correio esteve no local na noite de ontem e contou que no trecho há 13 postes de iluminação, em bom estado de conservação, mas com as lâmpadas desligadas. Os transeuntes reclamam, além da escuridão, de alambrados danificados e da ausência de cercas que facilitam o acesso de pessoas usuárias de entorpecentes e de criminosos para alguns imóveis abandonados do complexo. A área é extensa e tem muitos prédios antigos em ruínas e mato alto. Pedstres contaram que é comum pessoas fazerem uso de drogas e de casais entrarem na área para fazer programas sexuais.

A vendedora ambulante Maria Raquel Sabino Ferraz da Costa, de 35 anos, que é cadeirante e fica no local todos os dias, disse que já viu muitas mulheres serem abordadas por criminosos, alguns usam facas e até revólveres.

“Esse trecho é muito perigoso, passa muito gente aqui porque é acesso a estação rodoviária e ao terminal, e os bandidos ficam nos cantos escondidos, dentro da estação ou na beirada das cercas. Quando passa alguma mulher com bolsa mais desavisada, eles atacam mesmo”, relata.

Raquel conta que, na semana passada, uma mulher foi derrubada na calçada ao tentar evitar que um trombandinha levasse sua bolsa. Há também relatos de pedestres que tropeçam na calçada por causa da escuridão.

A serviços gerais Antônia Conceição Honorato, de 52 anos, disse que está evitando passar pelo local à noite por temer assaltos. “No início da noite já é muito escuro, não há nenhum ponto de luz funcionando aqui, imagine para uma mulher sozinha passar aqui mais tarde e com pouca movimentação de pessoas? Um tarado pode se esconder dentro da estação e atacar”.

Camelôs

No trecho da “escuridão” há muitos camelôs trabalhando à noite que também reclamam da situação. A maioria resolveu adotar uma medida inusitada para ter mais tranquilidade. Os ambulantes fazem pequenos arranjos para puxar energia elétrica e alguns levam até mesmo lampião a gás para iluminar suas barracas e, assim, poderem atender os clientes.

“Dá até medo de trabalhar aqui com essa escuridão, mas a gente tem família e crianças pequenas para criar e tem que vir mesmo assim”, contou Adão de Jesus, de 41 anos.

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Lauro Sampaio