Publicado 07 de Agosto de 2015 - 9h58

Por Jaqueline Harumi

O cabo Cícero Souza Santana com o cão Yanko, de 2 anos, na sede do Baep em Campinas; utilização dos animais para localização de criminosos e drogas teve início após transferência de policial de canil da Capital

Janaína Ribeiro/ ANN

O cabo Cícero Souza Santana com o cão Yanko, de 2 anos, na sede do Baep em Campinas; utilização dos animais para localização de criminosos e drogas teve início após transferência de policial de canil da Capital

Entre o carinho e a disciplina, cães e policiais militares formam uma equipe mais que eficiente no combate e na prevenção de crimes em Campinas há 30 anos.

O canil da Polícia Militar na cidade, que hoje conta com 29 animais, comemorou na quinta-feira (6) mais uma década com um simpósio sobre cinotecnia — estudo da anatomia, comportamento, psicologia e fisiologia dos cães.

O evento reuniu 150 policiais dos canis de todo o Estado no auditório do Comando de Policiamento do Interior 2 (CPI-2).

Muito além de comemorar a data, o pelotão tem muitas histórias para contar entre policiais apaixonados por cachorros e animais companheiros mesmo depois da aposentadoria — os cães atuam até os oito anos de idade.

Com 15 anos de corporação, o cabo Paulo Rogério Matias, de 42 anos, ingressou no canil há 14 anos e vive os dois extremos da função ao lado do doberman Lotã, que está prestes a completar 6 anos.

“Faz demonstração de cunho cultural e educativo para o maternal e até para faculdade, mas se tiver que morder, morde, se tiver que achar droga, acha, e se precisar achar alguém também acha.” Matias cuida em casa do pastor alemão Must, de 13 anos, desde que se aposentou.

A pastora alemã Kayte, de 5 anos, nasceu no canil e passou a ser guiada há três anos pelo cabo Mike Jason Gardinal, de 41 anos, quando já tinha 13 anos na corporação.

“Tenho afinidade e acho bonito o trabalho. Sempre tinha contato e admirava”, explicou Jason, que também treina o pastor belga malinois Tyson, que completa um ano neste.

O cabo Cícero Souza Santana, de 40 anos, chegou em 2012 ao pelotão praticamente junto com seu companheiro, o pastor belga malinois Yanko, de 2 anos e um mês.

“Juntar o sentimento pelo animal e também pelo profissional foi a combinação perfeita.”

O cabo Everton Alexandre Araújo, de 31 anos, está há dez anos na PM, e trabalha com Aika, de 3 anos, com pai do canil e mãe do Exército. A cachorra ajudou a deter um dos oito assaltantes da agência da Caixa, em Sousas, em outubro do ano passado. “Ela imobilizou ele”, lembou Everton, que primeiro trabalhou com o pastor alemão Logan.

A história do canil campineiro começou com cinco cães no dia 6 de agosto de 1985 no prédio onde atualmente está instalado o CPI 2, na Vila Industrial, e quatro anos depois se mudou para o 35° Batalhão, na Ponte Preta, onde passou a fazer parte da 3ª Companhia do 1° Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) desde a criação deste batalhão, no início do ano passado.

Segundo o comandante da companhia, capitão Luís Antonio Satto, tudo começou com um policial do Canil Central da PM, na Capital, transferido a Campinas. “Ele aproveitou a experiência e criou-se a necessidade pelas habilidades do animal.” 

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Jaqueline Harumi