Publicado 16 de Julho de 2015 - 15h40

Por Alenita de Jesus

ÍíAlenita Ramirez

[email protected]

Foto: Dominique

Um assalto com tiro levou pânico na Rua Coronel Silva Teles, perto da Avenida Júlio de Mesquita, no Cambuí, em Campinas, no começo da tarde de ontem. Depois de roubar o malote com R$ 15 mil de uma mulher, o bandido passou a ser perseguido por um comerciante e um rapaz de 25 anos e para se livrar das testemunhas, o criminoso deu um tiro que acertou a traseira de um Uno que estava estacionado na rua. O ladrão fugiu na garupa de uma moto. Ninguém se feriu.

O assalto foi por volta das 13h30 na Rua Coronel Silva Teles, ao lado do banco Santander. A vítima, uma comerciante de 45 anos, havia estacionado o carro na Avenida Júlio de Mesquita e seguia a pé para o banco Bradesco quando foi abordado pelo bandido. O dinheiro era de uma igreja e era levado em um malote azul, na mão da mulher. O criminoso chegou pelas costas da vítima e puxou o pacote, mas ela resistiu e correu para o outro lado da rua. Mesmo assim, o criminoso foi atrás e puxou o malote e correu para a Rua MMDC. A vítima gritou pega ladrão.

Pedestres e lojistas que estavam no local se assustaram e dois deles decidiram correr atrás do bandido. Mas, ao perceber que era seguido, o ladrão se virou, sacou uma arma da cintura e deu um tiro em direção da dupla. O disparo acertou o vidro traseiro do veículo. “Quando ouvi a gritaria da mulher não pensei em nada. Corri atrás do homem, mas quando ele sacou a arma e apontou em nossa direção, decidi voltar”, contou um comerciante de 32 anos. “Foi puro impulso meu. Na hora nem pensei em nada, mas vi que é perigoso fazer o que fiz”, acrescentou.

Segundo testemunhas, na hora o trânsito de veículos parou na via. O comparsa do bandido estava em uma moto, estacionada na Rua Coronel Silva Teles, em frente a Rua MMDC. Ele estava com a moto ligada e ao ver o ladrão correndo, ele acelerou e entrou na via, que é contramão de direção. “Eu trocava turno com meu colega, na portaria do prédio, quando vi dois rapazes correndo atrás de um outro que carregava um malote nas mãos. Em seguida, o rapaz que corria na frente parou na minha frente, do outro lado da rua, e sacou uma arma e atirou contra os rapazes que vinham atrás”, contou um porteiro de 40 anos.

Após o tiro, o ladrão subiu na garupa, colocou o capacete que o comparsa carregava no cotovelo e fugiram sentido Rua Doutor Guilherme da Silva. “Na hora eu só gritava: o dinheiro é da igreja e depois pedi socorro. Fiquei em estado de choque”, disse a vítima.

Até a tarde de ontem ninguém foi preso. O crime foi registrado no 13º Distrito Policial (DP), no bairro Cambuí.

Homenagem

A rua no bairro Cambuí levou o nome de M.M.D.C. para homenagear os quatro estudantes paulistas que foram mortos pelas tropas federais, durante uma manifestação que ocorreu no dia 23 de maio de 1932, que antecedeu e originou a Revolução Constitucionalista de 1932. Trata-se das iniciais dos nomes dos jovens Martins (Mário Martins de Almeida), Miragaia (Euclides Miragaia), Dráusio (Dráusio Marcondes de Sousa) e Camargo(Antônio Camargo de Andrade). Os restos mortais dos estudantes estão sepultados no mausoléu do Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo.

A sigla MMDC passou a representar uma organização civil clandestina que, entre outras atividades, oferecia treinamento militar à guerrilha paulista da época.

Escrito por:

Alenita de Jesus