Publicado 14 de Julho de 2015 - 20h01

Por Inaê Miranda

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Inaê Miranda

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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A Justiça de Jaguariúna fez ontem à tarde uma audiência de conciliação com as empresas envolvidas no caso de contaminação do Aterro Mantovani, instalado em Santo Antônio de Posse. O aterro recebeu entre 1974 e 1987 - quando foi fechado pela Cetesb - ao menos 326 mil toneladas de resíduos tóxicos descartados de forma inadequada e chegou a ser considerado pela Defensoria da Água como o pior caso de contaminação ambiental do País. Diante da proposta apresentada pelo Ministério Público, o juiz concedeu um prazo de 45 dias para as empresas se manifestarem.

Apenas as empresas rés Vitória Química, Shell e Cagico compareceram à audiência no Fórum de Jaguariúna. A Shell inicialmente não era ré na ação civil pública, mas foi denunciada pela Vitória Química e passou a integrar o pólo passivo na ação. As três empresas manifestaram interesse em aderir ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que está em andamento. Esse TAC já teve 15 termos de aditamento e em razão deles as 38 empresas que aderiram ao TAC e aos termos de aditamento vinham desembolsando quantias para custear a remediação da área.

Na audiência realizada ontem em Jaguariúna, a Vitória Química, a Cagico e a Shell demonstraram interesse em aderir ao TAC e se prontificaram a apresentar proposta em cima de cálculo feito pela empresa gestora até o final de agosto. Após a realização do cálculo e apresentadas as propostas com cronograma físico-financeiro, será necessária a concordância das empresas que anteciparam os valores até agora, para que o acordo seja fechado. A empresa Itoil, que não é ré na ação, mas é investigada no Inquérito Civil e aderiu ao TAC e aos quatro primeiros termos de aditamento, também manifestou interesse em retomar a adesão.

Sobre o Aterro Mantovani

O Aterro Mantovani recebeu resíduos de 61 indústrias, entre elas multinacionais como Petrobrás, Bosch, Rhodia, Philips, Cargil, Embraer, Johnson

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Inaê Miranda