Publicado 14 de Julho de 2015 - 19h12

Por Paulo César Dutra Santana

Paulo Santana

da Agência Anhanguera

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Quando sofreu uma grave contusão no pé direito, em 22 de agosto do ano passado, o volante Elton era o rei dos desarmes jogando a Série B do Brasileiro pela Ponte Preta. Daí em diante, ele começou a viver um drama particular. Tentou tratamento convencional, mas não deu certo porque a cada chute, sentia uma dor insuportável.

Em dezembro, passou por uma cirurgia que resultou na implantação de três pinos e uma série fios cirurgicos na parte popularmente conhecida como “peito do pé”. Depois do procedimento que foi realizado pelo médico José Sanhudo, do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, o atleta ficou quatro meses sem poder, sequer, colocar o pé no chão.

Um cuidado muito especial para se livrar daquilo que, tecnicamente é chamado de “lesão da Lisfranc”. Contusão rara e de difícil recuperação que atinge apenas uma em cada 55 mil vítimas de fraturas no pé. O equivalente a 0,2% dos casos, conforme estudo publicado pelos especialistas Sawomir Dudko, Damian Kusz e Adam Pierzchaa, do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Médica Salesiana da Katowice, na Polônia.

Sem poder pisar, o jogador perdeu muito de sua musculatura. “De tão fina, minha perna ficou parecendo meu braço. Foi um tempo bastante complicado, mas sempre tive a certeza que ía me reucperar para voltar a jogar em alto nível. Hoje, me sinto bem. Já participei de vários treinos e estou pronto para ajudar a Ponte”, assegura.

Elton deixou o time da Ponte depois de 17 rodadas da Série B. Era o jogador que mais roubava bolas dos adversários e estava em alta. Tinha 63 desarmes certos (média de 3,7 por jogo) e apenas 15 errados (menos de um erro por partida). Ele se machucou quando, na tenativa de marcar um gol, levou a pior na dividida com o goleiro do América-MG. “Não houve maldade. Foi um lance normal de jogo. Não esperava que pudesse ser alvo tão demorado”, admite.

De acordo os médicos, a cirurgia feita em Elton buscou restabelecer a congruência articular, ou seja, recolocar ossos e ligamentos em sua posição ideal. Os ossos do pé foram reposicionados e fixados, com fios metálicos e parafusos. Hoje, ele pode seguir com sua carreira normalmente e sem qualquer restrição.

Recuperado e sem vínculo com o Internacional - ex-dono dos seus direitos federativos -, Elton assinou contrato de 18 meses com a Macaca. "Tinha outras opções, mas escolhi voltar para a Ponte porque sempre me senti muito bem aqui e quero retribuir todo apoio que tive na minha recuperação", garante.

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Paulo César Dutra Santana