Publicado 14 de Julho de 2015 - 18h08

Por Carlos Augusto Rodrigues da Silva

Carlos Rodrigues

Da Agência Anhanguera

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A paralisação da Série C do Campeonato Brasileiro por conta da Copa América proporcionou ao Guarani três semanas de preparação. Desse período, oito dias foram usados para uma intertemporada intensiva em Sorocaba. O técnico Paulo Roberto Santos, recém-chegado ao clube, ganhou um tempo precioso para trabalhar o time e inserir os novos reforços na equipe. A expectativa de melhora era grande e o Bugre deu uma resposta satisfatória na vitória contra o Tombense. Mas, quando se esperava uma arrancada, o alviverde esmoreceu. O doloroso empate em casa diante do Madureira e a atuação ruim na derrota para a Portuguesa frearam o ímpeto bugrino e impediram a sonhada entrada no G4.

Mais do que dois resultados ruins, chamou a atenção a queda no desempenho do Guarani. Se contra o Tombense o time mostrou competitividade e eficiência para controlar o adversário, os compromissos seguintes apresentaram uma equipe com bastante limitações. Apesar das inúmeras chances criadas e desperdiçadas diante do Madureira, a posse de bola já não foi uma marca e o time ainda levou alguns sustos no fim. E o primeiro tempo do confronto com a Portuguesa ligou de vez o sinal de alerta. Com dificuldades na marcação – sobretudo nas laterais – excesso de ligações diretas e pouca agressividade, o Bugre não se encontrou e depois não conseguiu ter capacidade para reagir.

Para os jogadores, está claro que repetir o que vem sendo feito não vai alterar o panorama. Por isso, a reação deve partir de dentro pra fora. “São coisas que acontecem e é o momento de focar mais, ver o que estamos precisando. Se queremos coisas grandes no campeonato, precisamos fazer algo diferente. É necessário darmos uma resposta, principalmente para o nosso torcedor, que espera bastante da gente”, afirma o volante Lenon. “A palavra-chave é foco. Temos metas a longo prazo, mas precisamos primeiro pensar a curto prazo. Por isso, o jogo contra o Brasil é de extrema importância”, salienta, em referência ao duelo da próxima segunda-feira, no Brinco.

Opção de segundo tempo nos últimos dois jogos, o meia Allan Dias lamenta os tropeços que impediram o time estar melhor colocado, mas avisa que uma boa sequência daqui pra frente será determinante. “O campeonato está parelho e uma sequência de duas, três vitórias coloca a gente lá em cima”, argumenta. “Por isso, é preciso trabalhar forte e minimizar ao máximo os erros. Isso vai ser crucial pra conseguimos sair com as vitórias e ter um embalo”.

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Carlos Augusto Rodrigues da Silva