Publicado 13 de Julho de 2015 - 16h47

Por Sarah Brito Moretto

Fotos: O Liberal (digital)

Sarah Brito

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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Os servidores de Americana começam a votar hoje, terça-feira, a proposta de cancelamento de reajuste salarial (de 6,22%) para evitar demissões de servidores em estágio probatório, que pode atingir mais de 500 funcionários. A proposta também oferece uma licença não remunerada pelos próximos dois anos para esses servidores, como forma de evitar a demissão em massa. O Sindicato da categoria fará uma série de assembleias, divididas por setores e departamentos, até o dia 24 de julho para analisar a proposta. O voto deve ser fechado, ao invés de aberto em uma assembleia no paço. Caso a proposta não seja aceita, o funcionalismo deve entrar em greve, agravando a crise administrativa-financeira do município.

Ontem de manhã, um grupo de professores da rede municipal protestou na região central de Americana, contra a votação fechada. Eles passaram pela Avenida Brasil e pela Prefeitura. Os professores são representados pelo sindicato dos servidores e também pelo SSPMA (Sindicato dos Servidores Municipais de Americana).

A proposta de cancelamento do reajuste salarial, se aceita, deve evitar as demissões dos 563 servidores públicos em estágio probatório que seriam desligados. O anúncio do corte dos funcionários foi feito no final de junho, e é voltada aos trabalhadores com menos de três anos de serviço público. Caso sejam demitidos, entrarão para a lista dos exonerados e se juntam aos 505 comissionados demitidos no início de junho e aos 78 temporários desligados ao longo das últimas semanas - totalizando 1.146 demissões. Até a decisão dos trabalhadores, ficam suspensas as notificações de demissão da Prefeitura.

Para conter os cortes, a prefeitura também abriu a possibilidade de outros servidores aderirem ao Programa de Demissão Voluntária (PDV) e propôs alterações para permitir o afastamento por dois anos sem remuneração dos servidores em regime probatório. Afundada em dívidas após a saída do prefeito cassado Diego de Nadai (sem partido), em 2014, a Prefeitura enfrenta uma série de cortes. O atual prefeito Omar Najar (PMDB), eleito no final do ano passado, assumiu o Executivo em janeiro.

Desde então, a cidade teve a coleta de lixo prejudicada devido a atraso no pagamento, entidades assistenciais deixaram de receber verba e há atraso no pagamento do funcionalismo público. A dívida da cidade é de R$ 1,2 bilhão, enquanto a previsão de receita para o ano que vem é de R$ 897 milhões. Os servidores da Guarda Municipal de Americana (Gama) também sofreram cortes, e tiveram os salários reduzidos via liminar. A Prefeitura conseguiu a redução em R$ 1 mil no salário dos 350 guardas municipais e anula o aumento do adicional de risco da categoria de 30% para 50%, de forma escalonada (feita no último um ano e meio).

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Sarah Brito Moretto