Publicado 12 de Julho de 2015 - 14h46

ÍíCecília Polycarpo

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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Dois professores de Campinas tiveram uma experiência no feriado que classificaram como “incrível”: um tucano que sobrevoava o Jardim Proença, perto do Estádio Brinco de Ouro da Princesa, interagiu com eles por mais de 10 minutos. O animal amigável chegou muito perto da dupla, se entreteve com o celular e deu várias bicadas no aparelho. O vídeo da ave curiosa, feito na quinta-feira, já tem mais de 9 mil visualizações na internet. Apesar de serem animais sociáveis, tucanos que vivem na natureza geralmente têm medo de se aproximar de humanos.

O professor de literatura Saulo Pessato, de 37 anos, foi o primeiro a ver o animal. Ele estava em frente ao prédio do irmão, se preparando para ir ao Guarujá. Os dois colocavam as malas dentro do carro quando escutaram o barulho do tucano. O tucano-toco, ou tucanuço, preto, com pescoço branco e bico alaranjado, estava raspando o bico no tronco de uma árvore. “Parecia que ele queria mesmo chamar a nossa atenção. Estava bem exibido”, contou. Saulo fez alguns sons com a boca, imitando o próprio barulho do tucano, e o animal se aproximou. O irmão do professor, Fabrício Pessato, subiu até seu apartamento para pegar uma câmera e filmar o tucano. Quando voltou, viu Saulo sentado no chão, brincando com o pássaro.

No vídeo editado pelos irmãos, de sete minutos, tem imagem de duas câmeras, uma delas do celular. Nele, o tucano aparece se aproximando cada vez mais de Saulo. Ele rodeia o professor, que chama o animal para perto. A ave estica o pescoço e olha diretamente para o celular, antes de dar algumas “bicadas”. O áudio tem ainda comentários atônitos do professor, como “Por quê você é bonzinho assim?” e “Não é possível, você é inacreditável!”. Quando Saulo estende a mão para o tucano, o bicho encosta com o bico, mas não foge.

“Depois de um tempo, ele voou novamente. Não tentei pegá-lo, o deixei interagir conosco. Foi incrível. Parecia que ele estava tão curioso para nos conhecer quanto nós para conhecê-lo”, falou o professor. Saulo disse que nunca teve uma experiência parecida, mas que sua mãe também têm “empatia” com as aves. “Muitas vezes ela estava no quintal e pássaros se aproximavam dela”.

Fabrício Pessato, de 43 anos, acredita que o tucano estava com fome. “Ou ele era de cativeiro. Fiquei incrédulo. Ele era muito dócil. De alguma forma confiou na gente. Depois acho que enjoou, e se embrenhou de novo nas árvores do bosque perto do Guarani”. A região, segundo Fabrício, é repleto de maritacas, quero-queros e até araras, mas nunca havia visto um tucano. “Ficou marcado. Ficamos felizes de ter registrado o momento”.