Publicado 10 de Julho de 2015 - 15h58

Por Alenita de Jesus

Alenita Ramirez

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Fotos: Alenita Ramirez César Rodrigues

Um agente penitenciário de 48 anos foi alvo de atentado anteontem à noite no bairro Jardim Adelaide, em Hortolândia. O homem foi atingido na perna e de raspão na altura da cintura, segundo testemunhas, quando chegava em sua casa. A vítima foi socorrida e levada pelo Serviço de Atendimento de Urgência (Samu) ao Hospital Estadual de Sumaré (HES), onde passou por cirurgia na tarde de onde e seguia internado com quadro clínico estável.

P.C.M.S. trabalha como agente de escolta e vigilância no Centro de Detenção Provisório (CDP) do complexo penitenciário Campinas/Hortolândia. O agente tinha saído do trabalho.

Segundo relatos de testemunhas, a vítima foi abordada por volta das 19h20 quando parou o carro para entrar na garagem de sua casa. Os autores dos disparos estavam em uma motocicleta Titan e um veículo Focus prata quando abriram fogo contra a vítima. Foram ao menos 15 tiros.

Os disparos atingiram o veículo da vítima, um Nissan Frontier, o portão de aço e o muro da casa. Ainda segundo testemunhas, para se proteger o agente se abaixou no banco do passageiro do veículo.

Na hora do crime, a filha do agente estava no quintal da residência abrindo o portão para o pai poder entrar com o veículo. Ao ouvir os disparos, a garota fechou o portão e se escondeu dentro de casa.

Por sorte, uma viatura da Polícia Militar patrulhava nas proximidades e os policiais ouviram os disparos e seguiram até ao local e ainda conseguiram ver os veículos dos atiradores, que fugiram.

De acordo com a Polícia Militar, ao menos nove cápsulas deflagradas foram encontradas no local do crime. A Polícia Civil dará início à investigação do caso. Até o momento ninguém foi identificado ou preso. “Quando saiu do trabalho, o agente percebeu que era seguido. Ele não tem contato com preso, pois trabalha na vigilância da muralha e até onde temos conhecimento, ele não tem rixa com ninguém. Acredito que foi alvo errado”, disse o diretor-regional do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp), Carlos Rufino. “Lamentamos o que ocorreu e vamos cobrar das autoridades mais empenho para investigar as motivações dos crimes”, frisou.

No ano passado, dois agentes foram executados em Campinas. Cleoni Geraldo Lima, de 50 anos, foi morto a tiros na porta da casa onde morava no bairro Parque União da Vitória. Dois homens armados desceram de um carro e começaram a atirar. Dois dos disparos atingiram a cabeça da vítima. Ao todo, segundo os policiais militares, foram sete tiros de arma calibre 9 milímetros. O crime ocorreu em outubro. Em dezembro, um agente penitenciário, de 56 anos, foi baleado e morto em um depósito de bebidas na região do bairro dos Amarais.

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Alenita de Jesus