Publicado 09 de Julho de 2015 - 14h37

Por Bruno Bacchetti

Bruno Bacchetti

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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Fotos: Carlinhos

Tem vídeo do portal feito pela Shana

Em homenagem aos combatentes da Revolução Constitucionalista de 1932, o Clube dos Cavaleiros de Nova Odessa realizou na manhã de ontem o 3º Desfile de Cavaleiros e Charreteiros de Nova Odessa e região. As homenagens aos soldados foram abertas com uma celebração ecumênica do padre Renato Marchioro no Cemitério Municipal, onde estão enterrados nove combatentes da Revolução. Também foi realizada uma exposição de alguns objetos da época no Centro Ecumênico do cemitério. Doados há mais de dez anos à municipalidade, entre as relíquias expostas estão medalhas, munições e um capacete, que teria sido usado pelo ex-combatente paulista, Aristeu Valente. As relíquias voltarão agora para o Centro Cultural Herman Jankovitz.

O percurso do desfile dos cavaleiros e charreteiros foi de aproximadamente cinco quilômetros e teve início na Praça dos Três Poderes, em frente à Prefeitura. O desfile passou pelas principais ruas do Centro e pelos bairros Bela Vista, Santa Rosa, São Jorge e Nossa Senhora de Fátima. No final do trajeto, foram realizados shows e sorteio de brindes. Parte do valor arrecadado com o estacionamento será revertido para a Associação dos Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos de Nova Odessa (Apadano).

Presidente do Clube dos Cavaleiros de Nova Odessa, Lindolfo Oliveira, conhecido como Tieta, destacou a importância da homenagem e atribui o evento como uma forma de manter viva a memória dos soldados. "É uma responsabilidade grande, porque eles foram heróis. Apesar de terem se rendido, lutaram e fizeram algo por esse País", disse.

O prefeito Benjamim Bill Vieira de Souza (PSDB) compareceu ao evento vestido a caráter, montado em seu cavalo, com bota e chapéu de cavaleiro. "Nova Odessa teve 13 combatentes e um deles perdeu a vida em combate. Essa homenagem valoriza a Revolução de 32. São Paulo é uma potência e um Estado que é solidário ao Brasil", afirmou o prefeito.

Em 1932, até então distrito de Americana, Nova Odessa enviou às batalhas 13 combatentes: Alberto Bartolo, Antonio Prado, Aristeu Valente, Benedito Camargo, Eduardo da Silva, Faustino de Moraes, Fausto Moraes, Francisco de Souza, Joaquim Rodrigues Azenha, Martholino Teixeira Filho, Roberto Whitehead, Shano Jorge Sprogis e Theodomiro Delegá. Aristeu Valente foi o único morto em combate. “Os nossos familiares contam que ele não foi convocado para o combate. Na época, os pais dele chegaram a pedir para não ir, mas, mesmo assim, foi de livre e espontânea vontade, pela paixão que tinha à pátria e acabou morto em uma emboscada com uma baioneta”, conta a sobrinha do combatente, Maria Célia Dias Blanco.

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Bruno Bacchetti