Publicado 08 de Julho de 2015 - 16h11

Por Adagoberto F. Baptista

Eric Rocha

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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Fotos: Arquivo

Um balanço feito pela Secretaria de Estado da Educação apontou que 17 alunos transexuais e travestis da região de Campinas solicitaram a adoção do nome social em documentos escolares desde março. O número também engloba as cidades de Americana, Bragança Paulista, Capivari, Jundiaí, Limeira, Mogi Mirim, Piracicaba, Pirassununga, São João da Boa Vista e Sumaré. Só em Campinas, quatro estudantes fizeram o pedido nas secretarias das escolas nos últimos meses. A mudança é válida para listas de chamadas e diários de classes. De acordo com a pasta, em todo o estado, o total de pedidos triplicou em três meses e saltou de 44 em março para 127 em junho.

Sessenta por cento das solicitações foram feitas por pessoas acima de 18 anos e quase 70% estão matriculadas em turmas do período noturno. Caso quem requer seja menor idade, é necessário o consentimento dos pais ou responsáveis. Segundo o levantamento, as mulheres transexuais e travestis (que adotaram o nome social feminino), respondem por 86% das solicitações em todo o estado.

Os alunos interessados em adotar a nomenclatura de preferência precisam informar a decisão à escola ou à diretoria de ensino. A alteração pode ser feita por novos estudantes e também por aqueles que já frequentaram as escolas estaduais no primeiro semestre de 2015.

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Adagoberto F. Baptista