Publicado 07 de Julho de 2015 - 14h13

Por Milene

Lauro Sampaio

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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Paralisação

Greve do INSS fecha agências em Campinas

Os funcionários do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social ) de Campinas entraram em greve ontem,terça-feira, 7, por tempo indeterminado e todas as quatro agências da cidade ficaram fechadas.

De acordo com o coordenador do SinsPrev (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo), Cristiano de Sousa Machado, a greve atende a uma convocação nacional do sindicato da categoria e cerca de 90% dos servidores de Campinas aderiram ao movimento. Ele calcula que 300 segurados não foram atendidos durante o primeiro dia da paralisação. Na região metropolitana de Campinas, o sindicato relatou que apenas as cidades de Hortolândia, Americana e Nova Odessa não aderiram ao movimento.

Machado afirmou que os trabalhadores exigem, entre outras reivindicações, melhores condições de trabalho, reposição das perdas inflacionárias dos últimos cinco anos de de 27.3% e abertura de um novo concurso público nacional.

"O governo vem relegando o INSS a um segundo plano e o ajuste fiscal piorou ainda mais a situação. Há atrasos nos salários de funcionários terceirizados como vigilantes e faxineiras, cortes nos repasses para administração das agências e dos cerca de 38 mil servidores 15 mil já estão em condições de se aposentar. Caso isso ocorra, o atendimento no INSS será paralisado", comentou.

O líder sindical disse que a adesão dos funcionários das agências em Campinas o surpreendeu, citando que na agência do Centro apenas 3 dos 30 funcionários trabalharam ontem. Até as perícias médicas não foram realizadas nas quatro agências.

Machado considerou a propostaa apresentada pelo governo, de um reajuste escalonado de 21% em 4 anos, de ridícula.

Assim como ontem, para esta quarta-feira está previsto um ato público dos manifestantes em frente a agência central, a partir das 6h30.

Quem se dirigiu até ao posto do INSS do centro ontem pela manhã foi pego de surpresa. A auxiliar de serviços gerais Daniela Leme Gonçalves, 30, não pode retirar seu histórico de registros profissionais para levar para o novo emprego, já que ela perdeu a sua carteira de trabalho.

"Estou contente por ter arrumado um novo serviço, mas não vou poder levar a documentação que meu novo patrão pediu. O jeito é ir até uma agênia bancária e pagar pelo serviço", reclamou ela.

Outra que se queixou da paralisação foi a esteticista Ivani Claret, de 56 anos, que foi até a agência retirar documentos do PIS do marido recém falecido. Para ela, o governo da presidente Dilma tem culpa pelo episódio. "Se é um órgão federal, cabe ao governo resolver isso".

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INSS informa que irá remarcar atendimentos

Em nota oficial enviada ao Correio na tarde de ontem, o INSS informou que os segurados que possuam agendamento para atendimento em uma agência da Previdência Social (APS) e que não sejam atendidos em razão da paralisação dos servidores terão sua data de atendimento remarcada. Prossegue a nota: "O reagendamento será realizado pela própria APS e o segurado poderá confirmar a nova data ligando para a Central 135 no dia seguinte à data originalmente marcada para o atendimento. 2) O INSS considerará a data originalmente agendada como a data de entrada do requerimento, para se evitar qualquer prejuízo financeiro nos benefícios dos segurados. A Central de Atendimento 135 está à disposição para prestar estas e outras informações e orientar os segurados. 4) O Ministério da Previdência Social e o INSS têm baseado sua relação com os servidores no respeito, no diálogo e na compreensão da importância do papel da categoria no reconhecimento dos direitos da clientela previdenciária e, por isso, mantém as portas abertas às suas entidades representativas para a construção de uma solução que contemple os interesses de todos.

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