Publicado 06 de Julho de 2015 - 18h26

Por Paulo César Dutra Santana

Paulo Santana

Da Agência Anhanguera

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Depois de resistir às investidas do Cruzeiro, Flamengo e Corinthians, a Ponte Preta sofre um novo assédio sobre o seu principal jogador. O meia Renato Cajá, que tem cinco gols em 10 jogos no Brasileirão, agora está envolvido em uma negociação com um clube do Catar.

Empresários ligados ao atleta até apresentaram proposta oficial para a Ponte Preta, que não gostou do valor, bem abaixo do previsto na multa contratual. Entre jogador e clube, já estaria tudo acertado. Agora, as partes costuram um acordo para o pagamento da multa de R$ 3 milhões.

Cajá, de 30 anos, tem acordo com a Ponte até dezembro. “Existe uma multa e a Ponte não abre mão de receber aquilo que tem direito”, disse o gerente de futebol Gustavo Bueno. “O que veio para a gente não chega ao valor da multa, por isso não avançou. Agora, se pagarem (a multa), não poderemos fazer nada”, reforça o gerente.

O dirigente até lembrou de um caso recente no futebol brasileiro. “O Cruzeiro pagou e tirou o (atacante) Marinho do Ceará. Não é questão nem de querer ou não. É o futebol”, disse, citando a transferência que custou R$1,2 milhão de reais aos cofres da Raposa.

Depois do jogo com o Corinthians, o meia Renato Cajá deixou claro que havia uma negociação em andamento. “Tudo que está acontecendo, a Ponte está sabendo porque tudo que chega é passado para eles (dirigentes). E se acontecer alguma coisa, todos saberão”, destacou, ainda no gramado do Itaquerão.

O contrato do meio-campista vai até 31 de dezembro deste ano, mas ele já pode assinar pré-contrato com qualquer outro clube. Desde que retornou ao Majestoso, Cajá é dono da totalidade de seus direitos econômicos.

A possibilidade de jogar no futebol do Catar representa a chance de Cajá garantir sua independência financeira. É que a próxima edição da Qatar Stars League, com início previsto para o dia 11 de setembro, tem se reforçado com estrelas e uma das maiores é o espanhol Xavi, contratado do multicampeão Barcelona.

Estados Unidos

Outro pontepretano que andou sofrendo com assédio do futebol internacional, é o meia Adrianinho. O Fort Lauderdale Strikers, que disputou um amistoso com a Ponte e perdeu por 4 a 0, chegou a buscar informações sobre o atleta. “Fizeram apenas uma sondagem, mas nada chegou de oficial”, assegura Gustavo Bueno.

Adrianinho, que tem 34 anos, não teria se animado com os valores pagos pelo clube que disputa a NASL (North American Soccer League), uma competição paralela à MLS (Major Legue Soccer), a principal disputa do futebol nos Estados Unidos.

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Paulo César Dutra Santana