Publicado 05 de Julho de 2015 - 15h33

Por Carlos Augusto Rodrigues da Silva

Carlos Rodrigues

Da Agência Anhanguera

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Duas chances que pararam na trave, uma oportunidade incrível desperdiçada e várias bolas que passaram pela área sem que um pé a mandasse para o fundo da rede. Faltou sorte e, sobretudo, competência para o Guarani, que cansou de perder gols e não saiu do 0 a 0 com o Madureira, ontem, no Estádio Brinco de Ouro.

O Bugre, que ainda não venceu em casa na Série C do Campeonato Brasileiro, chegou ao quarto empate em seis jogos na competição. Com 7 pontos e a três do G4, o alviverde figura na 6ª posição do grupo B. No próximo domingo, o compromisso é diante da Portuguesa, na capital paulista. O zagueiro Gladstone, que levou o terceiro cartão amarelo, desfalca o time.

Para evitar a pressão dos donos da casa nos minutos inciais, o Madureira resolveu usar a estratégia do Guarani. Trocando muitos passes, o time carioca controlou o jogo no começo. A proposta tirou o Bugre da zona de conforto, mas não evitou que a equipe criasse chances perigosas. Como aos 6’, quando Bruno Pacheco cobrou lateral para a área e Fumagalli acertou a trave direita.

Para superar a marcação rival, o Bugre apostou no bom trabalho dos dois laterais. Aos 18’, Raoni fez o cruzamento, a zaga afastou e, na sobra, Bruno Pacheco mandou por cima, levando perigo. Com Clementino pouco inspirado e Fumagalli preso entre os volantes adversários, os donos da casa seguiram insistindo pelos lados, mas só voltaram a levar perigo aos 35’, em pancada de fora da área do zagueiro Gladstone, que obrigou o goleiro Márcio a fazer excelente defesa.

Num dos poucos avanços na etapa inicial, o Madureira quase abriu o placar aos 41’. Após erro na saída de bola bugrina, Arthur Faria saiu cara a cara com Rafael Santos, mas, ao invés da conclusão, preferiu o toque para João Carlos, que não alcançou o passe.

Veio o segundo tempo e o jogo se transformou de vez em um ataque contra defesa. Aos 4’, Fumagalli recebeu na área e o cabeceio parou de novo na trave. Forte pelos lados, principalmente o direito, o Bugre chegava bem à frente. Aos 18’, Clementino ajeitou para Fumagalli, mas outra vez o capitão bugrino não foi feliz na conclusão e mandou pra fora.

Com o tempo passando e a necessidade do gol cada vez maior, o jogo se tornou dramático para o Bugre. Fernandinho e Malaquias entraram na equipe para atuarem pelas pontas, com Clementino centralizado. E foi dos pés do camisa 11, aos 31’, que surgiu a melhor chance do Guarani. Após deixar três marcadores para trás, Clementino saiu de frente para o gol, mas pegou mal na bola e isolou, perdendo oportunidade incrível.

O lance foi o reflexo de que não era o dia do ataque bugrino. O time seguiu insistindo até o fim e, nos contra-ataques do Madureira, ainda levou alguns sustos. Mas, sem competência para definir a partida, ninguém foi capaz de tirar o zero do marcador, num resultado que manteve o Guarani estacionado na tabela e frustrou o torcedor que encarou a manhã gelada no Brinco de Ouro.

Escrito por:

Carlos Augusto Rodrigues da Silva